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domingo, 1 de março de 2015

TEMPO DE PEDRA

No caminho das sombras a luz compôs
Onde as planícies tingidas de sol dourado
A noiva sobre a terra em flor depôs
O ramo enfeite estevas giestas um cardo

O entardecer levou o corpo do planalto
Aos montes resta a saudade umbilical
Eleva se o espírito lá no alto
Sobre a seara do estio tão carnal

Tanto frio agora que ameaça primavera
As lágrimas da chuva em pranto verso
Da terra rude profunda e tão severa
Poema imortalizado no sentir disperso

Assim fica mais pobre a eternidade
A carne a alma essência âmago sentir
Talvez o tempo se demore na idade
Com tempo de trazer caminho a cumprir

Se o fiz ainda do voo das andorinhas
Com as penas esvoaçadas pelos montes
As fraguas as mágoas assim tão minhas
Recolhem fresca água do leito das fontes

São lágrimas terra acolhe as no horizonte
Doce noivado do chão até ao céu
Fazendo das palavras essa ponte
Do verso iluminado que é tão meu

É aqui a memória feita torga sol e pedra
Sete palmos os versos das sombras doloridas
Quando eu morra a voz suba enfim a serra
E deixes as sombras assim sentidas
...

musa

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