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sexta-feira, 20 de março de 2015

DesESPERA A VIDA

DesESPERA A VIDA
Adormeço as lágrimas com que me deito
Adentro raiva dor amante ódio
Amargo vida pulsante no peito
Levo o pranto tristeza lugar ao pódio

Desesperada vencida pelo sonho desfeito
Nos olhos fundos a imensidão entristecida
O choro da esperança do verbo imperfeito
Como se tempo olhar fosse a despedida

Amanhece no meu corpo cansaço do leito
A escuridão da noite na alma vazia
Desespera viver assim desse jeito
Sem rumo sem remo amor em cama fria

Fosse somente desespero uma trégua sentida
Ultraje da vida em golpe de azar
Uma hora de mim aberta ferida


Há por dentro brechas palavras por dizer
Fendas de orvalho humedecendo olhar
O desespero inteiro rasgando todo o ser
...
musa

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