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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SONHO QUE ARDE

SONHO QUE ARDE

Na pálida tez
De noctívago cio
A noite sombreada
Umbria timidez
Ainda criança
Lembra a infância
A beira do rio
Deixada

Pupilas são
Minhas meninas
Feitas do nada
Cerradas luto cílio
Húmido suor
Tratado concílio
Da íris solidão
Leves pequeninas
Unidas pelo amor
Do olhar ilusão
Desencanto

Gratificação desmesurada
Enche pálido pranto
O aperto do peito
A alma sangrada
Desmedido imperfeito
Do tamanho do mundo
A vida feita de nada
De um sono profundo
Sonho que arde
A querer acordar
Para mais tarde
Recordar
...

musa

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