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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

LAGO DAS CINZAS - CAMPO DE CONCENTRAÇÃO

LAGO DAS CINZAS

Há cinzas no lago
Com olhos da GESTAPO
Câmaras de gás como afago
De restos humanos a reciclar
E a vida feita um trapo
Apenas um corpo a aniquilar
Cinzas de vítimas do crematório
Que nunca foram a enterrar
Em Birkenau o campo de concentração
O tempo parece parar
Sombrio desumano essa escuridão
Que o cheiro inunda afaga o ar
De horror desilusão
Que nada pode apagar
Tão estranho sentir
As lágrimas a cair
São cinzas da cor do silêncio cinzento
Um aperto no peito uma dor a ferir
Dessa barbárie perpétua no tempo
De tantas vidas decepadas
Agora as cinzas no lago guardadas
Que brisa alguma do vento
Folha de árvore a bramir
Dê-lhes umas asas
Para que possam partir
...
musa

— em Auschwitz Memorial / Muzeum Auschwitz.

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