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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O ETERNO SILÊNCIO

O ETERNO SILÊNCIO

Chega a mansidão de todos os silêncios afáveis
A envolvência de tantos dias memoráveis
A eternidade silenciada
De instantes incontáveis
Em que em silente sentir
Fui quase tudo fui tanto e nada
Deixei por momentos de existir
E roubei da vida o grito profundo
Que a alma do ser ecoa no mundo

O eterno silêncio que levo à sepultura
De todos os sentidos onde afundo
A alma do ser em silenciada loucura
Antes de mim transparecida
Um sussurro réstia de vida

Sem tamanho sem fondura
Talvez essa esperança perdida
Que tristemente em mim perdura
O eterno silêncio estranho sentido
Quase um grito quase um gemido
Levo comigo tanta amargura
O grito vivo
A vida dura
O sentir

O eterno silêncio por cumprir
Se da vida nunca desistir
Ainda sobrevivo
...

musa

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