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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ÍBIS PROMETIDA

Num dia de chuva os céus rasgam se em trovões e raios prateados e a minha alma surge ave surfando as vagas nuvens da claridade cinzenta da tarde em pingos pesados silêncios em colorida trovoada a esvoaçar-me o ser de exóticos sentidos em plumas de solidão...

 Na senda do amor buscas as asas de vidro
O sentimento em voos soprados
A alma inteira escorrendo os sentidos pelo crivo
Dos sonhos na lentidão do tempo deixados
O desafecto das ausências e privações
As vivas transparências dos corações
Que nunca souberam amar
A esta hora rasga os céus o trovão
A ave voando os céus em liberdade
Há no poema a íngreme melodia da sedução
A melancólica prece da saudade
Talvez o pássaro das luas prometidas
Íbis de faraós e rainhas dos desertos
Gatos prometendo mais do que sete vidas
Areias e pirâmides e sarcófagos secretos
E o sonho por cumprir
No vão escuro do silêncio
Onde se possa sentir
Mais do que passado
A viagem da vida
Logo ali ao lado
...
musa

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