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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

BRADOS VENTOS

BRADOS VENTOS

Tenebrosos desgostos em rendados suspiros
A tarde já no fim repousa a luz que escurece
O frio que em filigrana gélidos cinzas se tece
A renda das lágrimas que sufocam os delírios

De que ninguém mais se compadece entende
O sufoco do peito a sangrar tanto sentimento
Nos vendavais em que chuva gritos estende
Como murmúrios de dor a invadir pensamento

Brados ventos trazem do mar cântico oração
Das arribas onde a alma se deita nas águas frias
Ventania murmura secreta e doce meiga canção

Bardos ajoelham nos penhascos frente ao mar
Pranto prece ao vento das tempestades sombrias
Suplicam a luz que nunca falte ao ser ao olhar
...

musa

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