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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ALMA DE NINGUÉM


Nunca ninguém em mim achou
A alma pó alma sentido
Alma alguma que em mim se encontrou
Nunca ninguém se queixou
Que a alma havia perdido
Talvez do limbo resgatada
A alma coisa nenhuma desprendida
Das profundezas do ser encontrada
Alma alguma desentendida
Em mim possa ser afundada
Como barca naufragada
Depois de andar à deriva
Adentro tão visceral fundida
Em carne sangue das veias latejantes
Alma carnal tão escondida
Espiritual preterida
Das vísceras esventradas fulminantes
Alma em ruínas quem não a tem
Casos perdidos vãs esperanças por cumprir
Portas fechadas onde não entra ninguém
Almas há por aí com muita vontade de desistir
No vão dos umbrais descaídos
Línguas de fogo alumiando
Tochas acesas a refulgir
Caminhos de almas incumpridos
Trilhos de espíritos penando
Luminescências círios ardidos
Círculos de fogo iluminando
Almas por arder
Pedaços do ser
...

musa

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