Cartão de Visita do Facebook

sábado, 25 de outubro de 2014

MEINE BLUME

Olhas nos meus olhos como quem vê o mundo
Sorriso entrelaçado nos caracóis dourados
Os dedos por entre eles emaranhados
E o teu sentir murmurado doce profundo

É no teu olhar que eu me sinto o teu amor
Em todas as línguas universais
Prendes-me com a doçura e o calor
Dessas palavras mundanas carnais

E quando sorris e o meu nome se esfuma
Por entre o cigarro e o teu pensamento
Há uma palavra somente uma
Que confessa esse teu sentimento

Meine lieben meine blume mulher do meu encanto
Fico assim enternecida na voz rouca do teu sentir
E não há língua ou prece que eu ame tanto
Essa oração dos teus olhos que parece pedir
Risos emudecidos desse teu pranto
Que de amor eu possa consentir

Traduzo os sentidos na linguagem da tua boca
Haverá ainda outros que nunca te ouvi dizer
Mas é no teu silêncio que eu me sinto louca
Quando me ensinas palavras de prazer
...

musa

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ALMA DE NINGUÉM


Nunca ninguém em mim achou
A alma pó alma sentido
Alma alguma que em mim se encontrou
Nunca ninguém se queixou
Que a alma havia perdido
Talvez do limbo resgatada
A alma coisa nenhuma desprendida
Das profundezas do ser encontrada
Alma alguma desentendida
Em mim possa ser afundada
Como barca naufragada
Depois de andar à deriva
Adentro tão visceral fundida
Em carne sangue das veias latejantes
Alma carnal tão escondida
Espiritual preterida
Das vísceras esventradas fulminantes
Alma em ruínas quem não a tem
Casos perdidos vãs esperanças por cumprir
Portas fechadas onde não entra ninguém
Almas há por aí com muita vontade de desistir
No vão dos umbrais descaídos
Línguas de fogo alumiando
Tochas acesas a refulgir
Caminhos de almas incumpridos
Trilhos de espíritos penando
Luminescências círios ardidos
Círculos de fogo iluminando
Almas por arder
Pedaços do ser
...

musa

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ORAÇÃO

ORAÇÃO

Ensina-me o silêncio do sentir
O murmúrio a prece
A oração que acontece
Nos teus lábios a sorrir
Pelo doce olhar
Como rosa a florir

Imagens de rubro carmim
Na tua boca a bailar
Quando sorris para mim
Ensina-me de olhos silenciados
Nos teus lábios molhados
Da boca por beijar
Florida por fim

E em silente sentido
Oração prece ladainha
Murmúrio sussurro gemido
Pedir-te que sejas minha
Nesse olhar destemido

Rosa flor do roseiral
Do jardim da tua alma
De uma fé especial
Que de amor enfim se salva
Para ser tão sem igual
Do silêncio a liturgia
Da palavra a poesia
Do poema universal

Ensina-me o silêncio preterido
No triângulo do teu rosto
O néctar ainda não bebido
Nos teus lábios doce mosto
Que inebria o meu sentido
...

musa

domingo, 5 de outubro de 2014

PRECE

Queria que a morte viesse
Doce lentidão de sossego
Murmurada sôfrega prece
Num sorriso presa ao medo

Em leito labial arroxeado
Pálidas as faces de candura
Olhar vítreo enclausurado
Nas tábuas negras da loucura

Queria que chegasse silenciosa
Como coisa minha implorada
Prece de intimidade copiosa

Levasse a vida e o olhar do mundo
Que é tão triste amargurada nada
Tão cúmplice de este sentir profundo
...

musa

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

AINDA - ao Rui

Ao RUI pelos teus olhos negros...

AINDA

O que há dentro dos teus olhos tão negros
Bailados de sonhos por contar
Desilusões alegrias ilusões medos
Ainda mistérios credos paixões segredos
E a alma inteira de loucura abarrotar
Como se a aventura vivesse em ti
Que feitiço têm os teus olhos doçura
Negros olhos por quem me perdi
Colmeia vibrante onde busco mel
Há tanto no teu olhar de ternura
Os teus olhos como uma segunda pele
Em evasão cumplicidade procura
E eu sem saber o que fazer
Ainda por desvendar tanto prazer
Abelha de flor em flor
Pólen negro a florescer
Olhar quieto ao entardecer
Em timidez torpor
Ainda por ser
...

musa

LONJURA A DESORAS

O que dizem os teus olhos
perdido na cor dos teus espelhos da alma
deslumbrado pelo gentil rosto sereno
desgovernado nas curvas dos teus labios romã
onde pescador algum se salva
enfeitiçado pelos teus cabelos cor de feno
aurora resplandecente da luz da manhã
moreno amanhecer
redobrado prazer

que imagens me trazes do mundo
trago as melodias das florestas
o conhecimento intímo profundo
a alegria dos sorrisos e das festas
a respiraçao murmurante dos oceanos
as ondas da maresia dispersas
o cantar dos ventos em silêncio estranho
a sensualidade da musa do norte
o sonho sem medida sem tamanho
enleada num véu de cor transparente
suave brisa de encantamento
o entardecer que olhar sente
estendido o pensamento

há um brilho no teu olhar
um rasto de sombra em liquidez
profundidade de mar
ou espelho de timidez
ou flor por descobrir
orvalho colorido
vontade de descobrir
esse encanto sem sentido
onde o silente murmúrio do olhar
quase insano quase proibido
brilha humedecido e estende a mão
além do tempo que assim pode conspirar
pode até ser somente a ilusão
da terra que se estende além mar
que eu nunca conseguirei embalar
em vagas dos olhos nessa longura
alma estendida por toda a parte
em imensidão e loucura
unindo pontes do sentir

rebeldia em sensivel impulsividade
e tudo o que a alma possa permitir
há uma mecha de cabelo solta em desalinho
cumplicidade dos olhares em docilidade
dança de sentidos no teu rosto sereno
que escondem os teus olhos do destino
feitiço oração elixir ou veneno
perturbando a minha tranquilidade

o rumo o caminho
palavras a desoras
não sei se demoras
se fico a esperar
que sejam horas
para te encontrar
...

musa