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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ODORATA MEMÓRIA

o vento desafia obliqua dança da chuva
ergue altares de odores a terra molhada
escorre a montanha rio de água turva
nos teus olhos acorda húmida madrugada

em pingos de serenidade eleva-se a glória
desafia tempo o sacrificio das lentas horas
madrugada impressa de odorata memória
chuva cravando o punhal odor das demoras

que cheiro esse que assim perfuma o estio
clamando pelo Outono de perfumes e punhais
morno tempo recatado das lágrimas e do frio

são tão intensas as essências da melancolia
manhã fria de sentidos tão profundos e carnais
sabem as palavras a versos de rasgada poesia
...

musa

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