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quinta-feira, 3 de julho de 2014

ETERNIDADE

Óleo s/ tela: The long swin home, por ©Victor Bauer (NY)
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"Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar"SMBA

A eternidade queria-te no além das profundezas
Onde o mar é quieto e a luz coa-se de murmúrios
E brilham as palavras os deslumbres e grandezas
Que eternas adensam os silêncios e os perjúrios

E agora na agitação das paredes do templo aquieta
Os teus restos repousados em doce desassossego
Aí onde não ouves o mar que ao longe se desperta
Para em amanhecidos temporais se acordar o medo

E fazer poemas na pele humedecida de inquietação
Onde a morte faz ninho de vagas em sal e desalento
E em altas ondas se agiganta a noite dura na solidão

Agora transladados teus restos mortais em poesia
Que mar em tempestade há-de ser mais triste vento
Varrendo silêncio vagas crina de lágrimas em maresia
...

musa

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