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segunda-feira, 7 de julho de 2014

DOBRAM OS SINOS

 Por quem dobram os sinos lá longe em lamento
Que murmúrios tristes ecoam das badaladas
Pelos montes da aldeia enreda se o vento
Varrendo de tristeza as horas das madrugadas

A igreja da aldeia adormece sossego esperança
Na minha alma de infância demora se o luto estridente
Nos meus olhos de criança a morte parturiente
Cravou se de garras lágrimas em lembrança

Os sinos dobram o choro que não aconteceu
A mãe que no parto deixou a vida
O menino que ao nascer morreu

Dobram os sinos da aldeia no campanário da igreja
Esvoaçam as pombas nos céus em despedida
A minha avô fecha me os olhos para que eu a morta não veja
...

musa

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