Cartão de Visita do Facebook

quinta-feira, 31 de julho de 2014

UMBILICAL GAZA

Quem defende a Palestina?
Há sangue no cordão umbilical da Gaza ferida
Carrega o ventre a raiva assassina
Israel quer tirar-lhe a vida

Mordaz manto da impunidade
Por tanta vida perdida
Cruel acto insanidade
A morte exigida

Bárbaros crimes sem direito a defesa
Guerra santa em profano sentido
Sai vitoriosa e ilesa
O sonho vencido
A desilusão
Ingratidão

É tempo de dizer basta de morte
Basta tanto ódio e sofreguidão
É tempo de dizer basta deste horror
Aplacar toda esta desunião
De aclarar os rios de sangue e dor
E num grito profundo mudar do mundo a sorte
Humano sentido da fé e da religião
A bondade e o amor
O abraço e a Paz na mão
Dignidade ao povo dos Palestinos
A começar pela protecção aos meninos

É URGENTE IMPOR UM FIM IMEDIATO AO MASSACRE E AGRESSÃO A GAZA
À INSOLENTE ATITUDE DE CONSTANTE DESAFIO PELO ESTADO DE ISRAEL DO DIREITO E DA LEGALIDADE INTERNACIONAIS
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musa

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O GRIFO

O GRIFO

Sobrevoa areias de sangue derramado
Ouro ou ágata nas pedras manchadas
As asas esvoaçadas no céu iluminado
Os ovos misseis em ninho de bolcacas

O sol já vai alto tal o fogo da surpresa
O povo dizimado ainda consegue gritar
Na garganta a paz amordaçada presa
O mundo clama exige deixem-no voar

Tem asas e não voa e garras já tão feridas
A guerra que o sobrevoa em latejante martirio
Divide águia e leão com fome de tantas vidas

Se o céu escurecer tingido de rubra cor
Por todo entardecer em mortandade delirio
Será a luz que se apaga em Gaza pela dor
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musa

terça-feira, 29 de julho de 2014

TEIA DE SANGUE E LÁGRIMAS

Palestina de luz iluminando a escuridão
Teia acesa de sangue e lágrimas derramadas
Na ponta do missil o fogo aceso da rebelião
No chão tantas crianças assassinadas
São os números a engrossar o milhão
Das trevas mortiferas iluminadas

Gaza tem paredes de barro e correm rios vermelhos
Nas ruas de margens apinhadas de corpos esventrados
A terra esquece treguas e volta aos azedumes tão velhos
Como os papiros perdidos em corredores cercados

Onde está a mão da mãe com toque de paz
Que escureça dos céus de Israel o fogo
E acabe com esta guerra insana mordaz
A vida e a morte em terrivel jogo
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musa

segunda-feira, 28 de julho de 2014

LANTERNIN

                 http://ruinarte.blogspot.pt/2013_02_01_archive.html
Sobre as cumeeiras do telhado
Onde o calor se aninha
Fez ninho uma andorinha
Em altas danças e voo picado
Dançou a luminária fluorescente
De asas soltas em clarão azulado
Num arco-iris da claraboia flor
Brilhou de luz incandescente
Debaixo do céu em esplendor
Com penas ramos e barro rendilhado
Fez ninho debaixo do lanternin
Riscou de negro o céu de cor
Do magenta fogo rosa anil carmim
Acende-se a tarde ao entardecer
O sol vestido para morrer
Sobre as telhas da minha cidade
A céu aberto iluminado
A andorinha faz a felicidade
No lanternin avermelhado
...

musa

RISCOS COLORIDOS

Riscos cores no rosto colorido
São sonhos e sorrisos de esperança
Desenhas a vida de alegre sentido
Pintas matizes da vida de criança

Borboletas flores o sol as estrelas a lua
Riscos traçados de encantamento fantasia
Deixas nos rostos brincadeira falua
Como versos de cores em poesia

Menina palhaço fantasiando traços
Trazes o colorido em risadas de alegria
Deixas ternura espalhada em abraços

Cada lápis desenhando um sonho de emoção
Menina das cores e brincadeira e magia
Todas as crianças vos guardam no coração
...

musa

O PALHAÇO E A MENINA

São cores e sonhos e a felicidade
E a luz na sombra do sorrir
Que encanto da infância a saudade
Há no palhaço a alegria do sentir

No teu colo colorido o mundo avança
As cores transparecem divertimento
Sorri nos teus abraços feliz criança
A vida é uma roda de contentamento

Palhaço no circo da vida sorriso de meninos
Para ti mil beijos de doce ternura
O tempo da voltas em muitos caminhos

Menina flor de rosto pintado
Multicolor sentido de riso candura
Tens da vida um segredo bem guardado
...

musa

terça-feira, 22 de julho de 2014

NAUFRAGAR



São manhãs em cio flor bruma
De uma luminosa nudez festiva
Saia aos folhos feitos de espuma
A maré dançante na praia viva

Aromas algas rochas maresia sombria
Gélida água em bravas ondas furtivas
A carne azul do mar macilenta e fria
As pedras de líquenes humedecidas

Enrolado canto marítimos seres no búzio nacarado
Naufrágio da pérola perdida em mar profundo
Tempo infinito afundado em azul cinzento salgado

Há naufragas vagas no lume do olhar
Afunda se a alma para lá do mundo
Vomita se um corpo na orla do mar
...

musa

segunda-feira, 14 de julho de 2014

DESCONTRUÇÃO

DESCONSTRUÇÃO

Sou eu dividida
A metade somada ao teu sentir
Inteiramente subtraída de esse existir
Na multiplicação da minha vida
Corpo e alma e sentidos
Todos desmedidos
De esse dividir

Carne e sentimento cais
Por vezes intimamente desmembrada
A sentir profundamente quase nada
E a alma mais e mais
Desse sentimento
Unilateral
Fundamental
Pensamento
Carnal

Parte de mim descarnada
Um só sentido um só ser
Anima ou animal
Essa vida multiplicada
Tão de mim a transparecer
Dividida subtraída somada
Tão mas tão sentimental
Resultado da razão
Desconstrução
Resta o amor
Equação
...

musa

MÃE E FILHA -Parabéns KIKI - prima Cristina Felgueiras

MÃE E FILHA

Temos ainda o sorriso como cordão umbilical
Firmamento de todo o sentir quase um verso
Todo o amor de filha nesse enlace maternal
De todos os sentidos o mais belo do universo

Do colo o regaço de todos os sentimentos
O mais profundo abraço de ternura carinho
Não há no mundo o maior dos pensamentos
Que faça de um lar o aconchego doce ninho

Mãe e filha sorrindo união cumplicidade
A divisão unificada de um todo perfeito
Espelho reflexo da doçura felicidade

Mãe e filha multiplicação do ser da vida
De todo o sentido amor maior do peito
A conta mais certa da vida consentida
...

musa

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ERMO SENTIR

eu só tinhas fráguas ermos outeiros
áspero sentir alma rude
auga dos caneiros
carambina das fontes
tempo arranhado
saltando o açude
noites alustrar
escuro cerrado
atroar
os montes
a honra herdança
olhar senceno
haste na mão
húmido sereno
terra dessarada
baldio de esperança
solcalcos do padrão
a goja solta no aidro
engaço das estrelas
penas e consumição
visao do cacherra
a monte sopram almas penadas
tão agreste desolação
despida a serra
dançam giestas estevas douradas
urram rasteiras em zinideira
pelos ventos uiva a urgueira
torga bendita
serrania do sentir
vida proscrita
a luzir
...
Musa

(poema escrito sob’ inspiração do “DICIONÁRIO DO FALAR DE TRÁ-OS-MONTES E ALTO DOURO – Vitor Fernando Barros – Âncora Editora)

DOBRAM OS SINOS

 Por quem dobram os sinos lá longe em lamento
Que murmúrios tristes ecoam das badaladas
Pelos montes da aldeia enreda se o vento
Varrendo de tristeza as horas das madrugadas

A igreja da aldeia adormece sossego esperança
Na minha alma de infância demora se o luto estridente
Nos meus olhos de criança a morte parturiente
Cravou se de garras lágrimas em lembrança

Os sinos dobram o choro que não aconteceu
A mãe que no parto deixou a vida
O menino que ao nascer morreu

Dobram os sinos da aldeia no campanário da igreja
Esvoaçam as pombas nos céus em despedida
A minha avô fecha me os olhos para que eu a morta não veja
...

musa

sábado, 5 de julho de 2014

TEMPO DE SAUDADE


são palavras veias endurecidas
pela saudade do chão que nos viu nascer
pelas lembranças enfurecidas
de todos os que o tempo viu morrer
por um passado cheio de memórias
onde as palavras eram um prado verde
as fontes rios de histórias
a matarem de sentir a nossa sede
dos dias aprendidos a crescer
duramente sem poesia
na alegria de viver
a vida em harmonia
e sempre sonhar
tempo de saudade
onde aninhar
felicidade

musa

LATITUDE DO POETA

                https://www.facebook.com/sergio.lizardo.escritor


LATITUDE DO POETA


linhas paralelas do teu sentir
são as palavras traçando sentidos
rasgando a alma que há-de cumprir
desejos e sonhos preteridos


sentimentos que tempo algum
descarna dos temporais
onde um a um
os silêncios como punhais
cravam o verso na poesia
e nas linhas paralelas
da latitude do poeta
fica o rosto de fantasia
emoldurando aguarelas
de tonalidade discreta
a traçar sentir impreciso
um sopro de ilusão
versar indeciso
a loucura da imaginação
em doce sintonia
onde secreta rima
se faz poesia

musa

SONHO DA POETISA - Parabéns a MARIAM BARR

Parabéns MARIAM BARR
salvé 05/07/2014

Feliz aniversário


sensível teu olhar pássaro sorrindo poesia
tens na alma asas esvoaçando cumplicidade
nos versos de tanto que olhar em sintonia
guarda no coração doce poema intimidade


há no teu sentir grandiosidade esperanças
que afloras de palavras ternura e carinho
doçura de mãe partilhada com as crianças
os mais belos sonetos a brilhar o destino


se poema há é feito dos teus sentimentos
no amor família prolongamento do teu pensar
deixas em palavras a vida em pensamentos


és pássaro voando alegria de sonhos a cumprir-te
a poesia onde refugias o tempo com asas de olhar
engrandecendo a tua vida e todo o teu sentir-te

musa

sexta-feira, 4 de julho de 2014

GRITO DO TEMPO

O Grito, famosa obra do pintor norueguês expressionista Edvard Munch é a obra de arte homenageada hoje pelo projeto Um Pouco de Arte para sua Vida
GRITO DO TEMPO

trazias nas mãos tempos infinitos
horas cerzidas de linhas paralelas
luz da manhã os sonhos benditos
a espreitar parapeitos das janelas

abertas de par em par sobre o dia
esperando o horizonte entardecer
a tarde raiada de noite e maresia
com o sol desmaiado a desfalecer

em claridade rósea azulada e fria
de pespontos negros tons e gritos
luz o tempo na hora doce sombria
a solidão de clamores tristes aflitos
...

musa

quinta-feira, 3 de julho de 2014

ETERNIDADE

Óleo s/ tela: The long swin home, por ©Victor Bauer (NY)
*
https://www.facebook.com/pages/Quem-l%C3%AA-Sophia-de-Mello-Breyner-Andresen/


"Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar"SMBA

A eternidade queria-te no além das profundezas
Onde o mar é quieto e a luz coa-se de murmúrios
E brilham as palavras os deslumbres e grandezas
Que eternas adensam os silêncios e os perjúrios

E agora na agitação das paredes do templo aquieta
Os teus restos repousados em doce desassossego
Aí onde não ouves o mar que ao longe se desperta
Para em amanhecidos temporais se acordar o medo

E fazer poemas na pele humedecida de inquietação
Onde a morte faz ninho de vagas em sal e desalento
E em altas ondas se agiganta a noite dura na solidão

Agora transladados teus restos mortais em poesia
Que mar em tempestade há-de ser mais triste vento
Varrendo silêncio vagas crina de lágrimas em maresia
...

musa

ETERNO MAR - Poema azul de sophia de mello bryner, voz de Maria Bethania


ETERNO MAR

Dar-te-ia descanso nas vagas mansas do sentir
Embalada de poemas pelas ondas junto ao mar
Dos instantes não vividos que no vento a fluir
Possas com asas de poemas na voz declamar

Claridade fundindo mar e céu profundidade
Luz que de azul celeste no ondear se prende
Fecham-te no Panteão para morreres saudade
Imenso amor ao mar que ninguém já entende

Reclama o sal das lágrimas de Portugal bramindo
Distante alma assim roubada ao mar eternidade
Descanso entre os seixos molhados não os sentindo

Pela dor de tão apartado desenlace o desalento
Humedecendo sonho da poetisa em cumplicidade
Encarcerado o verso longinquo o sentir do tempo
...

musa

AMOR POESIA

“Podes ir comigo ao mar colher seixos?
Não tenhas medo que sinta por ti
Um pouco mais de poesia
Um pouco mais de palavra
Flui comigo
Ainda tenho a esperança de fundirmos as nossos afluentes poéticos
Obrigado... sente a carícia de um verso no teu rosto
 ...
és tu. batente azul. na baça luz do amanhecer. tu que
trabalhas.incessantemente. as pedras dos sonhos. tu que
escolhes o mar. como grande aliado da leitura. e lembras a
cada passo a sentença do poeta. "O amor vive pelas
palavras e morre com os actos". tu. que és o meu
sobressalto. e a minha insónia.
tu. sorriso descalço no céu limpo da poesia.
que me abandona. na dobra de uma página em branco.a.s"

das sombras buriladas pelo teu olhar ficam no amanhecer pedaços
no gume do cinzel lascadas visões que se perdem nos teus abraços
para além do mar só tu e eu a florescer as palavras húmidas de amor
onde o desassossego dita sentenças a poetas que preferem morrer
no sobressalto desses sorrisos e do medo que despertas em esplendor
areias leituras salgadas despertas em doces vagas silêncios e maresia
loucuras sagradas pedras soltas do teu olhar secreto azul amanhecer
as páginas vazias de poemas escondendo passos da marítima poesia

"O amor vive pelas palavras e morre com os actos" então deixa-o viver... musa

quarta-feira, 2 de julho de 2014

SOPHIA

VERSO DA POETISA

verso a emotividade ao teu regaço
essa loucura instante mar
a poesia que contigo abraço
em espraiado encanto olhar

e sabes como eu da maresia em flor
o pranto das águas em sal e luz
na praia da Granja o esplendor
da escadaria frente ao mar reluz
no regaço leito poema cor
a maresia que não viveste
o mar que não esqueceste
por tanto tanto amor

as pedras as vagas as gaivotas o vento
das profundezas a alma coroada poesia
no areal extenso o devir do sentimento
e das palavras areias castelos de fantasia

tantas histórias tantos sonhos tantos delírios
a magia da escrita tão imensa como os oceanos
por entre alegrias tristezas desalentos martírios
nos jardins recônditos do sentimento profundo
espalhas nos poemas sinais estranhos
que hão-de aperfeiçoar humano mundo

emudece olhar com tanta grandeza sentida
se lágrimas há sejam estrelas do universo
no Panteão perpetuam-te a vida
somente um verso
...
musa

 Levam-te ao Panteão engrandecendo a poesia
Num mar de gente em silêncio sentido
Tu que metade de ti és feita de maresia
As palavras doces de versado sal vertido

Do teu olhar feito algas vagas espumas
Das poças pedras de ondas beijadas
As palavras ventos abalroando escunas
Lágrimas dos tempos de emoção sulcadas

Repousa eterna e sempre mar poema
Engrandece húmido profundo verso
Salgado assoreamento da palavra serena

No sossego entre grandes nacionais
Onde o sentimento é sentir do universo
Mar de pensadores entre os demais
...

musa

terça-feira, 1 de julho de 2014

IRMÃ METADE DE MIM – Parabéns irmã ANABELA BERNARDO DA EIRA

Deu-me a vida uma rosa ser metade de mim
A flor misteriosa em silêncio impenetrável
Com outras flores perfumando o meu jardim
De um amor profundo intenso e inimaginável

Às vezes sem humor sem paciência sem um sorriso
Um rio de lágrimas orvalhando a vida companheira
Mas presença constante atenta quando é preciso
No barco do sonho remando a corrente timoneira

Às vezes ninguém te merece nem eu te mereço
Dos dias partilhados nesta existência de irmãs
São horas lembradas de momentos que não esqueço

Guerras travadas sobreviventes de um amor fraternal
Laços de sangue estreitando nós de abraços de Titãs
Em comunhão sentida de um carinho espiritual
...

musa