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segunda-feira, 26 de maio de 2014

DA TRISTEZA DO POETA

DA TRISTEZA DO POETA

Quem diz que os poetas não fodem
Ser felizes sem tristeza no olhar
Quem diz que eles não podem
Sorrir com olhos de chorar

Esta vida é uma foda triste
Vá se lá saber porquê
De toda esta melancolia que insiste
Foder-nos mesmo onde não se vê

Mas mesmos nesses instantes
De amor ou acto cumprido
Há nos olhos dos amantes
A volúpia do sentido

E dos corpos unidos o triste foder
A poesia investida de desejo
Dois seres desunidos em meigo prazer
Da vontade a ilusão desprendida de um beijo

Vida triste foda amarga
Horas vividas assim
A saudade é a paga
Do início até ao fim
...
Musa

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