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domingo, 18 de maio de 2014

DA MORTE VONTADE


quero morrer sem dar por isso
como um deus que apaga o esquisso
de um risco imperfeito
de um borrão indecifrável
de um desenho com defeito
de um clarão de cores impenetrável
de um desejo contrafeito
uma vontade impalpável


quero morrer em silenciado sentir
e desse querer deixar-me ir
com a única vontade de partir
e no traço inimaginável
que esse deus há-de riscar
tão depressa e bem-feito
há-de ficar-me no peito
um risco contínuo
sendo esse o desígnio
do deus criador
aplacando a minha dor

musa

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