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sexta-feira, 4 de abril de 2014

SEM-ABRIGO

SEM-ABRIGO

Espaço vazio silêncio e gente ausente
Navegas

Vulto triste empalidecido
Olhar distante pardacento
Vagueia insiste esse sentido
Ser folha solta asas do vento

A vida sem regras
A fome na ponta dos dedos
Por contar mil segredos
A loucura pregas
Olhar navegas
Nos medos

O chão
E a noite senha
A resenha do sentir
Cinco sentidos
A solidão
A luz

Sem crime ou castigo
No seio sem abrigo
Alimentas a noite
Corvo desilusão
Carícia ou açoite
Reclamas a razão
A ilegalidade
O desespero
Estendes a mão
E dizes: já nada espero
...
musa


Leio em voz alta e fico na ilusão que não estou só!

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