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quarta-feira, 9 de abril de 2014

NÉVOAS MATINAIS

Há rasgos nervuras de névoas matinais
A conspurcar a claridade da madrugada
Em azulada nevoenta cor de madrigais
De luz rompendo clara branca alvorada

Um sol aberto horizonte em fogo lento
No gume punhal brilhando ferida luzidia
Um crepúsculo tão doirado e pardacento
Que mais parece anoitecer o raiar do dia

Que névoas mais frias despertam manhãs
Rasgando iluminada hora oblíqua sideral
Em clarão tingindo como orvalho de romãs

Tons alaranjados de um oiro por sentir
A luz amanhecida na madrugada matinal
Parece já a tarde a querer se despedir
...

musa

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