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quarta-feira, 26 de março de 2014

A ERECTO POETA

A erecto poeta

Túrgido profano a mão
Eleva altar da voz
Sagração do sentir
Luz transfigurada
Silêncio erecção
Carnal Calíope
De um beijo
Sentido

Áspera a mão a queimar
Na teia fibra dos cabelos
Prende a boca a gozar
O verso que olhar não entende
E os poemas há-de sabê-los
Somente a poesia o sente
E ninguém quer compreendê-los

Hei-de saber
A tua mão acendendo a cabeleira
Na tua voz santo sepulcro do prazer
Como se pode dizer
Poesia dessa maneira
...
musa — com Vitor Hugo Moreira.

 OLIMPO BAR - PORTO

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