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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

VERSOS DA ILUSÃO

quem dera diáfana espera
no sul insensato despeito
ao norte inconsútil quimera
desflora aberto o peito
na fúria transbordada
o olhar imperfeito
na pérfida flor desfolhada
néctar escorre sem jeito
são os olhos o caule profanado
espinhos de uma rosa verso
caducou o sorriso decepado
como estrelas do universo
as palavras a nada dizerem
perfumam sentidos
mágoas que sem o serem
metaforizam a ilusão
e se tudo perderem
os versos consentidos
serão ou não

musa

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