Cartão de Visita do Facebook

domingo, 19 de janeiro de 2014

TRAINEIRA DA TARDE

                        Galeria Vieira Portuense

TRAINEIRA DA TARDE

Eram azuis os entardeceres
Quando te olhava na parede
Imortal traineira da tarde
Um corpo de riscos e tintas
Esquisso de aconteceres
No convés estendida a rede
No horizonte um sol que arde
No olhar imagem que consintas
E havia lilases matizes e negros
E havia na tela ainda os medos
De mares sem tempo viajados
E havia na tela ainda olhares marejados
Mistura de cores e lagrimas choradas
E havia ainda as mãos manchadas
De sentidos e pensamentos afogados
E no fundo profundo da tela colorida
Brilho pátina de lembranças iluminadas
Riscada em pinceladas de azul a vida
Entre sois de desassossego despontados
E o murmurar do encantamento
Cascos de sal e vento mareados
Vagabundeando o deslumbramento
Errante desnortear do sentir
Há na tela acesa de azuis o chamamento
E esta saudade da traineira ainda ver partir

musa

2 comentários:

Jose Sepulveda disse...

Fantástico. De facto, uma poetisa de corpo inteiro.
Parabéns, Ana Bárbara.

Jose Sepulveda disse...

Fantástico. De facto, uma poetisa de corpo inteiro.
Parabéns, Ana Bárbara.