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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

IMPENETRÁVEL OLHAR

Mostra-me os teus olhos impenetráveis
Quase etéreos quase flóreos quase intocáveis
Deixa-me neles afundar


Impenetrável olhar
De um castanho mudo
De um eco aturdido
Quase silencio sentido
Quase secreto absurdo
Que não se consegue tocar

Sobre o teu corpo esgotado
De um amor por fazer
De um corpo por amar
Olho adentro teu olhar cansado
Morro nele o meu prazer
De desejo a inundar
Térreo acastanhado
Quase oiro quase mel
Verto nele a minha pele
O rio que te corre na mão
Faço-me nascente
Nesse olhar profundo
Sentes-me húmida quente
Na origem do mundo
musa

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