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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

MEU CHORO LENTO


Sabes
Aquelas asas negras que me puseste no peito
Quando as trevas ao seu seio te chamaram
E as lágrimas como labaredas nos meus olhos se inflamaram
Alma incendiada dor um fogo lento arder no leito

Não havia prece a atenuar o pensamento
Cálido altar jazida penas desassossego
Enterrei com o choro loucura sofrimento
Mortalha ferida de tortura e medo

Resistirei a esta perda sentimental insana
Chama ardente que me queima ilusão ausência
E me faz sentir sofrer moribunda estranha

Quantas vezes ainda choro esse sentido
Morno sentir que me afaga combustão demência
Ficou em mim sensível desalento vencido
...

musa

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