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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MARÍTIMA TEMPESTADE


há ventos assobiando vagas alteradas
ou águas murmurando alturas revoltadas
o mar parece subir encostas de um céu alto
do chão de  areias soltas nas ondas dá um salto

furioso de ventania e chuva em tempestade
são beijos de maresia enfurecida de ansiedade
tombando no areal com fúria e com vontade
salgando de chuva e vento um tempo sem idade

é tão escuro tão húmido tão frio tão cinzento
negro de olhos parados em vagas agigantadas
Adamastor moldado pela mão de sal do vento

Procela iluminada de raios e trovões em alto mar
Esculpida de medo horizonte em vagas alteradas
Marítima tempestade dentro da alma a rebentar
musa

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