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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FIM DE TARDE EM FOGO

Junto ao mar há indivisíveis emoções
Momentos feitos de nuvens em tons de fogo
Brisa a raiar de ventania ilusões
Vagas onde olhar afogo
Alaranjado entardecer
Avermelhado caloroso
Fim de tarde a arrefecer

E o silêncio cheira a maresia
E o doce dia parece morrer
E há murmúrios e tremores
E há o olhar em poesia
E há passos e torpores
Como um voo de gaivota planando
Sobre o areal despido
O mar entrega o sentido
Aos meus olhos sussurrando
As ondas dançando
Em espuma e areia

E toda a vida se incendeia
Diante dos olhos em fogo rubro
Chama nos céus se ateia
A tarde morre de mansinho
Ao deus Neptuno me curvo
E brindo o sonho e a luz
Esta emoção que me conduz
Este sentir em desalinho
Esta solidão quase gemido
Como se o mar fosse o altar
E o entardecer cirio aceso
Fogo na alma consentido
Este amanhecer em mim preso
Quase morrer quase perdido
Deixado assim acontecer
Tarde em mim feita prisioneira
Chega ao fim desta maneira
musa

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