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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

DO AMOR DECLARADO

tem pátina velha as palavras de amor
desta férrea declaração de sentidos
mão forjada no fogo fel amargor
dos sentimentos esquecidos

por mais que a buril o pensamento
do cinzel gasto de lembranças
há lascas perdidas pelo tempo
como cacos velhos de faianças

o amor ah o amor assim perdido
não lembra esculpir tal sentir
esbotenado assim ferido
na hora insana de o partir

entrelinhas como se fora de papel
adivinhando quem o sente e subentende
escrito rasgo a queimar à flor da pele
lavra de fogo coração de quem consente

dos cinco sentidos o amor declarado
chama acesa de delírios inconfessos
temperamental torpor inominado
de tantos martírios perversos

musa

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