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sábado, 21 de dezembro de 2013

COLO AO TEMPO

COLO AO TEMPO

No teu regaço uma tarde fria e luminosa
Inquietude agitada de um olhar enternecido
Entrego-me às horas de pensativa prosa
Tempo desassossego lento estremecido

Colo dos meus dias que abraços não sossegam
Horas enternecidas de despertada saudade
Chegam-me as lágrimas que no olhar carregam
Minutos segundos de comovida ansiedade

Há dentro de mim um regaço ausente de abraços
De olhares perdidos que faço transparecer ilusão
À solta na pele ardente como embrulho de laços

Dou colo ao tempo aos dias às horas aos minutos anos
Que ainda me restam por cumprir em fado solidão
De vidas por caminhos tão sofridos tão estranhos

musa

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