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terça-feira, 5 de novembro de 2013

JOGO DE PONTAS

Minhas mãos serenas sob teu olhar
Jogo de pontas pequenas
Em cadência a cortar
Rasgos poemas
A delirar
O verso
Setas lanças espadas
Cruzadas ou em reverso
Cortam esturdiamente o ar
Ferem o gume das adagas
Que os meus olhos vêm trespassar
Serenamente fendem pensamento
Secretamente o sentimento
Sentidamente a soluçar
Corpo a corpo em combate
Dois fios de um prumo cortante
Num golpe de misericórdia abate
Sentir insano profano delirante
Rumo da arma branca afiada
A rima no poema andante
Deixa a prosa decepada
E sobram versos delírios
Conflitos derrotas vitórias
Vinganças medos martírios
Poesia e outras histórias
Cerco emboscada contravalação
Setas espadas lanças
Contradanças e a ilusão
No meu olhar avanças
De tantas palavras contadas
Em guerras de imaginação
Estocadas em cruz cravadas
Sobra o punho da mão
Empunhando o sentido
Um punhado arremesso
Negra luz de um coração
Em heresia sangrado ferido
Gume do poema ofereço
Cortado fendido
No poema teço
O corte vivo
Poesia

musa

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