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sábado, 12 de outubro de 2013

MÓRBIDAS MARMÓREAS MOREIAS

Mórbidas marmóreas moreias
Sanguessugas em favos de colmeias
Floreiam em meu redor
Lambem lascivas feridas
Rasto de sangue que é dor
A vida que em sonhos golpeias
Sinuosas sangrantes fendidas
Liquidas cortantes vivas
Frias resistentes
Conducentes
A ser sal
E rio

E o frio que vem de dentro
Águas transbordando margens
A vida a correr em imagens
No leito sereno do tempo
Adormeço em descanso eterno
Viajo pelo pensamento
Sombrio terno
Meigo sentir
O sonho

Era represa cheia de entulho
E as moreias a serpentear
Na alma perturbante barulho
O sal das lágrimas por chorar
O sangue ainda por ferver
O calor da pele que parece queimar
O luto do rio que não para de correr
E os meus olhos nas mãos a saltitar
Moreias enredadas sentimental ser
As mãos fechadas com sonhos por adormecer
Mármore vítreo liquida sentimento
Água da reclusa a efervescer
O sonho retido movimento
Quieto desperto secreto
Já to contei
E de pranto te dei
Sal que em silêncio guardei
Despertado sentir
Sonhado existir
Ousado fingir

musa

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