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sábado, 21 de setembro de 2013

POEMA DE UMA MANHÃ NEBULOSA

Trazes acordados ventos esmerilados
Nos veios líquidos do olhar
Levantando vagas
Em denso mar
Olhos vagos

Trazes suspensos sonhos acordados
Em versos de profunda prosa
Teus sentidos húmidos enevoados
Em poemas feitos ventania
Na bruma choro de uma manhã nebulosa
Que de lágrimas quis ser poesia
Dos olhos tristes brumaceiro

Trazes por dentro alma nevoeiro
Em baixios tristeza densidade
Trazes gritos da ronca da saudade
O corpo intenso e todo inteiro
Gritando adentro esta verdade
Que se fez brumal do tempo
Nas veias aguaceiro
Descontentamento
Sem idade
Lamento

musa

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