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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

PARTO NATAL

Lírica aldeia parto de Dezembro
Névoa flor bucólica paisagem
Agreste chão de que me lembro
A lã o linho a vida em tecelagem

Montanhesa pele de esperanto
Rugosas mãos mel vivacidade
Doce aldeia recôndito encanto
Aspereza vingando fel lealdade

Inverno humedecendo olhar
Terra de gélido frio brumal
Medo nos ossos a trespassar
Em parto doloroso e carnal

 Os dias pincelados nevoentos
Em vagos latidos da solidão
Por áridos trilhos pardacentos
No fio da navalha da ilusão

Renascida natal prenhe loucura
Presa memória ribeiro a correr
Dor do parto que ainda perdura
Em cada poema que faço nascer
musa

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