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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

NOITE ENFURECIDA

Perturbando as tuas ideias…
Há clarões rasgando a noite e rugidos murmurados ao ouvido de estrelas e no alçapão da alma estalam enfurecidos gritos a romper de luz todos os sentidos abafados…
Injúrias de trovões soltos no universo da noite enfurecida…
Troveja a pele riscada pelas tuas mãos em raios abrindo sulcos quentes de enxofre nos poros iluminados como rios escorrendo o suor do medo e da emoção…
Há o cheiro de terra lavrada ameaçada de chuva e vento e desejos acendidos na vontade da tua boca cheia de pranto em bátega excitação prestes a romper dos lábios escurecidos…
Cansada...canto-me e adormeço em despertado sentir que a luz volumosa do teu olhar me enche de palavras que vão amanhecer num cansaço de sonhos e sentimentos...
A noite caminha no silêncio dos gritos que me despertam medos não sonhados...
A lua... as estrelas... as luzes... a noite e os meus medos de criança a bailar no escuro murmúrio da brisa com gritos de maresia...
Queria o colo da avó...
Há um vendaval de emoções a manchar de luz a escuridão da noite atrevida de lágrimas e murmúrios abafados…
Na ventania dos sonhos sussurram brisas alvoradas em manto claridade e pranto do olhar humedecido de tristezas antigas…
Desaparecem as estrelas no negro tingido de azul celeste e as sombras esvoaçantes da madrugada erguida luz e vento rompem dos meus olhos como véu que esconde proibido sentir em desnudada vontade…
Há no teu corpo querer apetecido de uma morte que nasce palavra inventada em silêncio e solidão…
...

musa

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