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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

FRÁGUAS DA ALMA


Olhei meu rosto ao espelho
vi-o pedra cantaria
olhar cansado e velho
com alma de poesia
granítica frágua montanha
beijada pela ventania
paisagem inóspita estranha
agreste colo solidão
nudez ousadia
uma rajada de ilusão
parte o espelho fantasia
olhar enche-se de cinzento
no planalto assim despido
dança com as pedras o vento
varre-se-lhe o sentido
meigos demónios gigantes
prece murmúrio gemido
pelos montes seu desalento
riscam trilhos tristes distantes
na pele do rosto enrugada fria
espelha-se louco o tempo
na montanha silente sombria
anda errante descontentamento
e o rosto no espelho vagabundo
aí parece descansar
há nele um sentir profundo
que espelha a solidão do mundo
que meus olhos parecem guardar
que meus olhos parecem chorar
musa 

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