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terça-feira, 10 de setembro de 2013

DILACERAÇÃO

secreta loucura
mágoa fundida de mel
amo dor que me tortura
rasga alma e pele
adentro perdura
doce fel

peito em fogo frio
dilacerado de penas
incinerado vazio
cinzas açucenas
pétala pavio
poemas

fazem das palavras loucas
héstias acesas dilaceração
rasgando estrelas do universo
asas presas à solidão
livres são poucas
as que são
verso

no seio invertido do sentir
quase demente quase perverso
há a razão a consentir
sofrimento a dilacerar
e por dentro permitir
sofrer em vez de amar

musa

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