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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COLO DE MÃE-NATUREZA

Quero teu colo Mãe-Natureza
No aconchego dos teus braços frondosos
Quero deitar meu ser cansado
No regaço dos teus olhos amorosos
Quero descansar meu corpo abandonado
Mãe-Natureza de colo imenso
De peito aberto em abraços de tempo
De uma primavera florida
Em colo perfumado intenso
Bailado de aromas ao vento
Renasce comigo a vida
Em estival contentamento
Faço-me azul mar de verão
Na sombra da meiga estação
Fico a repousar
O outono que há-de vir
Vestir teu colo de cores quentes
Amornar meu sentir
Com olhares doces sorridentes
E preparar dentro de mim o inverno
Adormecido sentimento
Um canto prece eterno
Embalo da Mãe-Natureza
Que na sua elegante beleza
Se faz noiva ao meu olhar
Veste-se de branco
Gélido manto
E nela adormeço
À espera de renascer
Pequenos nadas que não esqueço
Um pouco de tudo que mereço
Por entre palavras que possa escrever
Dócil existência a florescer
Guardada ainda dentro do peito
Paisagens memórias leito
De todo meu engrandecido sentir
Com a Mãe-Natureza possa existir
E sempre acordar quando me deito
No seu colo me abraçar e consentir
E da vida nunca desistir

musa

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