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sexta-feira, 19 de julho de 2013

POEMA DO SILÊNCIO

Porque teima em sentir
Este corpo que me tem
Esta amargura que me vem
Este inquietante existir
Que não é de ninguém

Fere por dentro sangra
Abranda sentir em demasia
Silêncio fendido
Dos sentidos arranca
A mais triste poesia
O ser ferido

Borbulha no sangue silenciado
Sentença de alma quietude
O sentir despedaçado
Do corpo todo amargura
Em fusão de loucura
Silente solicitude
Essa do poema
Feito sangue

E não há nada que abrande
A dor em movimento
Incauto sofrer
Que alaga expande
Sentimento
Dor prazer
Sofrida

Corpo e alma sentida
No mais dorido abandono
Corpo e alma sem dono
Negrume silencioso da vida
E o rasgo ofendendo o ser
E o silêncio a transparecer
E as palavras com dor
E a vontade de morrer
E este silente viver
Que ninguém entende
Ninguém consente
Nem de mim aprende
Toda a solidão do mundo
E agora choro
As lágrimas sim
Os olhos molhados dentro de mim
Silêncio e dor que sente
Este consentir profundo
O eu dividido
O ser ofendido
O eu sentido
Pelo silêncio
Hediondo

musa

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