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domingo, 16 de junho de 2013

VERSO EPITELIAL

Contei-te o tempo os versos e os dias
As horas cílios curtos finos e piliformes
Palavras secretadas em tubas uterinas
O poema de sentidos disformes
O verbo dos flagelos
O exausto sentir

Na pontuação perdes-te de desvelos
Na entoação deixas fugir
O verso epitelial
É a tua voz
Segredada
Cântico
Doce

Fazes-me lembrar útero versial
Das palavras que se inventam ao contrário
Palavras de açúcar em versos de sal
Contas desfeitas de um rosário
No pensar em oração
Apimentado

E o verso declamado das tuas entranhas
Em cirios e flagelos desprendido
Ficam sensações estranhas
Do poema em sentido
Dentro de nós

Verso epitelial da tua voz
Em morfologia adocicada
O sentir somente vertido
Da poesia declamada

musa

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