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sábado, 8 de junho de 2013

PENSAMENTO

Não me importa que gastes todas as limalhas
Dos ferros da madeira onde os anos são elos
Das falhas onde te tenho incumprido sentir
Desmembrado sem eira nem beira dos paralelos
Que desunidos possam dentro de mim resistir
Palavras pedras passos dados sem saber
A razão repartida do ser e existir
Ainda que sentida e ausente
Deixa por dentro ferir
Parte demente
Em ti

Agora vem dizer-me que do verbo sabes
As ferragens polidas nas arestas do tempo
E no meu interior de pensamentos ardes
Chama de uma fogueira de sentidos
Ainda que incompreendidos
O pensamento
O ferro a madeira a carne e a alma
A possessão o grito a desordem e a calma
Cada um à sua maneira possa ser
Gume invertido do pensar
E na existência sumula do prazer
Possa fazer acontecer e inventar
Razões da árvore do conhecimento
Cegueira de um caminho perdido
Onde procuro discernimento
E de ti um só sentido

musa

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