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quinta-feira, 6 de junho de 2013

ESPERA

ESPERA
Regressa amanhã amor que hoje já não tenho tempo de te saudar.
Sou corpo pedra templo do tempo dos dias da vida em que me despeço e fico a esperar que passe a desolação.
Parte dos dias com pressa de voltar e no regresso anunciado deixa as palavras presas ao grito amordaçado pelas lágrimas da saudade e chora com a alma rasa de tristeza as voltas que a vida dá nos ponteiros parados da inquietação.
Volta amanhã amor do passado feito um dia das horas por cumprir segundos cheios de vontade e o instante bloqueado por minutos emotivos e sombrios na nostalgia de sentir somente a solidão.
Ah se fosse só esse o teu desejo voltar.
Houvesse a loucura de ir embora e na demora que perdura insistentemente a angustia inquilina de momentos tímidos de melancolia e arduamente te deixasses em cada partida e cada chegada trazendo parte de ti ao meu sentir-te assim sempre em euforia desmedida.
Queria tanto acreditar na vida. Acreditar em ti. Acreditar que voltas.
Fico em cada palavra escrita juntando as pontas soltas como que à procura de uma pontuação feita para a eternidade e na esperança de quem ainda acredita no teu regresso olho além do tempo e dos sentidos e comemoro no expresso sentir que regressas amanhã.
Vã saudade e solidão confessas nesse existir que alcança a felicidade dada em nós do sentir que derrama e aperta os parágrafos no espartilho das palavras por escrever e deixa ousar e consentir o prazer de sonhar.
Regressa amor que eu ainda estou aqui para a te esperar.

musa

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