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sexta-feira, 19 de abril de 2013

DUETO com ARY DOS SANTOS - ORGASMO POÉTICO


Ary dos Santos | Poesia-orgasmo

De sílabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso.
Tem de correr no corpo dos poemas
o sangue das artérias do universo.

Cada palavra há-de ser um grito
um murmúrio um gemido uma erecção
que transporte do humano ao infinito
a dor o fogo a flor a vibração

A Poesia é de mel ou de cicuta?
Quando um poeta se interroga e escuta
ouve ternura luta espanto ou espasmo?

Ouve como quiser seja o que for
Fazer poemas é escrever amor
e poesia o que tem de ser é orgasmo.

ORGASMO POÉTICO

Ofereceste-me rosas vermelhas na ponta dos teus dedos
Aveludados na maciez humedecida de silabas letras fonemas
Em cada palavra um grito abafado entre silêncios e segredos
Que escondem do olhar o verdadeiro sentir dos poemas

Em cada sussurro a gemer o verso em doce louca excitação
Uma pétala da rubra rosa aflorada em infinito fogo prazer
O grito murmúrio gemido do poema flor loucura de tesão
Teu olhar e a pele e as mãos em chamas de nós a arder

A Poesia é favo ou veneno?
Travo amargo do fogo incendiado
Não mão o gozo obsceno

O Poeta fogueira Poesia
Ardendo de palavras provocado
Orgasmo poético heresia
musa

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