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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

TUMBA CINERÁRIA


Tenho as sombras e as cinzas do vazio
Poeira dos ossos incinerados
Tenha as veias raízes sobre a tumba
Obscuridade dos olhos fechados
Onde sensibilidade se dissolve afunda
Nas ruas estreitas dos sentidos
No delírio da carne já queimada
Prostrado o anjo dos martírios
O corpo e a alma já no frio
Navegando sombreados do rio
Cheira a sombra incinerada
No sopro leve de acesos cirios
Dos sentires inumanamente incumpridos
Rios de vida queimados ressentidos
Choro lamentoso do sentir
As cinzas cremadas do pressentir
No fogo das chamas a parir
Em vaso incensário da vida
Os ossos fragmentados condoídos
Fechados na fonte esquecida
musa

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