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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

LENÇÓIS À DERIVA


apanhei os lençóis com cheiro de chuva
secaram ao vento húmidos das lágrimas do céu
um odor a feno a folhas a terra poeirenta e turva
humedecendo olhar no seu apogeu
com aromas vadios de brisas roubadas
numa qualquer esquina curva
eram como um esvoaçar de um véu
apanharam com o choro do tempo
quais lágrimas salgadas
desfraldadas ao vento
uma a uma perdida
velas enfunadas
de uma escuna
à deriva
musa

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