Cartão de Visita do Facebook

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DANÇA DAS MIL E UMA NOITES



Vestirei véus e lantejoulas
Sobre o teu tapete
Voarei a dança do ventre
Lábios rubros como papoilas
Silhueta esbelta dentro do corpete
Nos teus olhos brilhando desejo quente
Esvoaçando lenços no quadril
Vestida de seda fina cambraia azul anil
Trago ao teu sentir o sol poente
Pratica sagrada no teu olhar de fogo manso
Faço-me deusa em sacrificado altar
Venerada por ti em ritual indecente
Toda a excitação que por dentro danço
Convidando ao desejo doce sedução de amar
E sentes murmúrio das pétalas de metal
Balançando no corpo junto ao umbigo
Salivando na tua boca sede e fome carnal
Como se a dançar obedecesses a um castigo
Véus de seda em delírio sensual
Percorre frenesim todo o corpo movimento
Dança do amor em doce cerimonial
Rebolando serpenteando o pensamento
Em transe inspiração ritual
Pedrarias fitas rendas sensualidade
Beijo-te olhar contentamento
Vibrações música sinuosidade
Levo-te a voar fora do tempo
musa

ALQUIMIA DO DESEJO… ( para ti… só para ti…)

espalhada como óleo insano
que convida ao pecado mais mundano
brilham pétalas de rosas perfumadas
rubras quentes húmidas acetinadas
num feitiço de perfume secreto e estranho
e nessa tua oleosidade a pele brilha de emoção
em doce ternura sensualidade convidando à excitação
és macio na tez morena de prazer iluminada
és louco poema em claridade embriagada
deixas-me assim deslizante sobre a tua pele
no dorso de versos em forma alucinada
escorrego de orvalho como se fosses mel
e não me canso da tua mão imaginada
cânfora perfumada no corpo ardente incensado
há evaporando-se dos poros a ilusão
como quem repousa sobre um corpo cansado
depois de tanto gozo de pele e de tesão
musa

CAFÉ NA LUA - para ti RZorpa Ruimonti


http://rzorpa-aflordapele.blogspot.pt/2013/02/sem-licenca-iii_1.html

Não sei desse cheiro dos cafezais
Mantos verdes enluarados
O orvalho da pele humedecida
No tacto dos dedos aromas carnais
Entre olhares enfeitiçados
E a lua consentida

Por um poema teu
Um café na lua ou eu
E toda a nossa vida

Brilha nos olhos o café ardente
Esperam por nós rubras bagas
Na pele suada e quente
As minhas mãos guardas
Que meu olhar consente
Nas tuas mãos afagas
Olhar confidente
Há motivos desenhados
Arabescos com café
Traços embainhados
Como quem pinta com o pé
E desenha a sedução
Na pele nua do teu ser
Que cheira a excitação
Depois de uma noite de prazer

Por um poema teu
Todo meu eu e todo teu ser
Um café na lua ou eu
E toda a nossa vida por contar
E toda a nossa vida por sonhar

E há cestos levando sonhos à lua
E mãos que colhem doces sentidos
E aromas da tua pele nua
Nos lábios e na boca travos perdidos
Sabor e gosto a tua pele crua
No fundo da chávena desejos tidos

RZorpa Ruimonti
Há um aroma a café quente
Que minha pele, na tua, inventa...
Não sei o nome, mas sei da lua
A pele que minha, a tua tenta...

É um fragor, uma unção, de sabor a menta... e sedução
musa

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O MUNDO SÃO OS TEUS OLHOS


Não cabe no mundo
O meu mundo
Nem o teu mundo
Cabe no meu
O mundo são os teus olhos
Esse sentir partilhado
No olhar provocado
O meu pelo teu
Soberano intenso profundo
É terra e mar e céu
Nele me afundo
No teu aprofundo
O belo hediondo
A claridade e o breu
No teu mundo a existir
E no meu a existência
No mundo a coerência
De tudo e tanto sentir
A leveza da demência
Que mundo será o meu
Que assim deixa permitir
Ignorando o mundo teu
E me faça desistir
Desta sensível apetência
Do Ser e do eu
Feito mundo
Essência
Fecundo
Tu e eu
musa

DANOS D'ALMA

Tenho-a uma fenda aberta
ferida alma que se fende em amor
rachadura inteira secreta
feita de sentidos e dor

não sei se de loucura será consertada
tanto que doí e de palavras desperta
todos os dias de orvalho alvorada
em carnal planura sentida deserta
se constrói de nada

escorre um sentir quase contentamento
como se nessa manhã clareada
fendido de abertura o pensamento
eu me sentisse encontrada

e morro a cada fenda ferida
e nasço a cada abertura incontida
e sou outra vez alma despida

dor d’alma sempre dourada tecida
rasgo dilacerante profundo
que a cada sentir endurece a vida
em cacos de solitude do mundo
tenho-a em pedaços escombros danos
por vezes em detalhes me perco e afundo
como retalhos preenchidos de ouro
recupero entalhes e de luz me inundo
sinto-a nos seus mais sentires estranhos
como se a guardasse secreto tesouro
dentro de mim em sentires tamanhos
...
musa

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MANHÃ NA SUA PELE


daqui a pouco amanhece
e a noite sem ter para onde ir
a escuridão arrefece
e a lua traz o seu sentir

aromas e cores despertam o florir
sinto falta do teu corpo amanhecido
são horas de espanto por cumprir
no seio sagrado do teu sentido

há uma noite escura
feita dos nossos segredos
cúmplice de caricias e ternura
na pele aplacada de ousados medos

a manhã se tece na trama dos nossos dedos
vindo vestido de loucura e sentimento
a vida acontece feita de enredos
quase no escuro do pensamento

madrugada fria na pele dos nossos sentidos
tatuada sombria no luar recatado
há estrelas brilhando nos olhos perdidos
como um dia acordando ao seu lado

sinto-me o orvalho de um tempo sem idade
prenhe de excitação prestes a alvorecer
botão de rosa se abrindo de saudade
ao toque de súplica no seu olhar de prazer

garanhão e amazona correndo pradarias
no domínio ousado de pele sensualidade
explorando o corpo de tantas fantasias
manhã e noite respirando liberdade

musa

domingo, 20 de janeiro de 2013

MEU MAR ÉS TU


Toda a rebeldia do abraço das ondas
Em fúria incontida de lençóis de espuma
No calor da tua mão onde queres me escondas
Sobram as vagas tombadas uma a uma
No largo mar do meu olhar
Meu mar és tu

Manso abraço de imensa brancura
Envolves-me de sossego e espanto
E deixas o vento enlaçar-me de ternura
E a maresia fazer-se nos meus olhos pranto
Quanto do teu regaço é meu mar de loucura
E deixo-me nas tuas mãos como te quero tanto

Meu mar és tu
Que as ondas se soltem em abraços do vento
Se elevem aos céus hasteadas velas de pano-cru
Cruzados nossos olhos em marés sem tempo
Num abraço intenso mastros do pensamento
Navegando o silêncio do sentimento
Sentindo o mar que és tu
Azul momento
musa

PRAIA DA GRANJA 17H15

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

"PORTO DE POESIA" - Orfeão do Porto


“PORTO DE POESIA” Orfeão do Porto – organização Conception
sábado 19 de Janeiro 2013 – 21h30
Dinamizadora: Ana Homem de Albergaria

"A poesia nasceu para ser livre e, nessa liberdade, encontra na música o par ideal para transformar uma simples noite numa noite onde as palavras bailam em sorrisos de cumplicidade. Venha partilhar connosco os seus poemas, ou escutar simplesmente poesia, enquanto toma um café ou bebe um chã reconfortante, num ambiente com identidade, onde a cultura ocupa um lugar de destaque: o Orfeão do Porto.
Mais que uma noite de poesia, trata-se do início de um projeto que queremos construir com a sua participação, dando visibilidade e divulgando assim este género literário, a língua portuguesa e os seus poetas. Assim, em cada “Porto de Poesia”, haverá um momento dedicado ao “poeta da noite” que terá oportunidade de falar sucintamente das suas obras e de as expor ali para quem as pretender adquirir.
Com o entusiasmo e paixão de quem ama a poesia e de quem sabe que ela nasceu para ser partilhada, desenvolveremos um trabalho de compilação de poemas, ao longo do ano, de autores que venham a participar nos encontros mensais de “Porto de Poesia”, para que seja possível a posterior edição de uma coletânea. Para que este objetivo se concretize contamos com a sua participação e convidamo-lo a entregar-nos em cada noite um poema de sua autoria.
Venha passar uma noite agradável na nossa companhia… deixe-se abarcar num porto de emoções, que este “Porto de Poesia” lhe quer proporcionar!

Participações especial:
Maria Manuel Rito – ao Piano
Francisco Cardoso – Trompete
Elementos do projeto: Poema/Musical (poemas cantados)
Ana Barbara Santo António (Poetisa da Noite)
ANA BÁRBARA SANTO ANTÓNIO (pseudónimo)

Será a nossa “Poetisa da Noite”.

Autora de várias obras, oferece-nos uma poesia com identidade forte, madura e irresistivelmente bela, de uma sensibilidade estética tal que chega a desenhar em nossos pensamentos corpos e almas de sentires profundos, humanamente transcendentes, imbuídos da mais alta sensualidade e beleza, só possível em palavras nascidas do amor profundo à poesia e à vida!
Como poetisa da noite do “Porto de Poesia” teremos oportunidade de contactar com a autora, que em breves minutos nos falara da sua poesia, assim como com as suas obras que estarão expostas no mesmo espaço.

Obras editadas:

"Começou na poesia editada em 2006, com o livro "Penas da alma para a mão", pela Papiro Editora, na livraria Bertrand do Parque Nascente Porto, tendo sido galardoada com o prémio Papiro, de melhor livro de poesia no biénio 2006/07, pela sua qualidade literária e pelo seu contributo para o enriquecimento da colecção de Poesia dessa editora.
Em 2008 publicou o livro testemunho "Teu Cancro Meu" da Papiro Editora, lançado na Fnac Santa Catarina Porto, tendo participado na Feira do Livro do Porto/2008, sendo livro do dia em destaque.
Participou em 2008 na Antologia de Poesia "de luz e de sombra" lançado na livraria Byblos em Lisboa , da Papiro Editora.
Ainda em 2008 publicou o seu primeiro livro infanto-juvenil "Russa a burrinha tecedeira", pela Papiro Editora, na Fnac do Norte Shopping Porto.
Em 2009 integrou poesia no I e II volume da Antologia de Poetas Contemporâneos "Entre o Sono e o Sonho", da Chiado Editora."
Em 2010 na II Antologia Horizontes de Poesia
e em 2011 na Antologia ControVersos da Sapere Editora/Brasil RJ, e III Antologia Horizontes de Poesia e Antologia InVersos das Edições Ecopy .
Em 2012 integra a Antologia "Entre o Sono e o Sonho" vol III da Chiado Editora, Antologia Inverno da Pastelaria Studios Editora e Poetas da Confraria Antologia da Sapere Editora/Brasil.
Publica em Abril de 2012 o livro de Poesia “À Flor da Pele dos Sentidos da Alma” Pastelaria Studios Editora e participa na Antologia Histórias da Vida Real “Corda Bamba” e “Buracos Ocultos” Pastelaria Studios Editora.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

LENÇÓIS À DERIVA


apanhei os lençóis com cheiro de chuva
secaram ao vento húmidos das lágrimas do céu
um odor a feno a folhas a terra poeirenta e turva
humedecendo olhar no seu apogeu
com aromas vadios de brisas roubadas
numa qualquer esquina curva
eram como um esvoaçar de um véu
apanharam com o choro do tempo
quais lágrimas salgadas
desfraldadas ao vento
uma a uma perdida
velas enfunadas
de uma escuna
à deriva
musa

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

TUMBA CINERÁRIA


Tenho as sombras e as cinzas do vazio
Poeira dos ossos incinerados
Tenha as veias raízes sobre a tumba
Obscuridade dos olhos fechados
Onde sensibilidade se dissolve afunda
Nas ruas estreitas dos sentidos
No delírio da carne já queimada
Prostrado o anjo dos martírios
O corpo e a alma já no frio
Navegando sombreados do rio
Cheira a sombra incinerada
No sopro leve de acesos cirios
Dos sentires inumanamente incumpridos
Rios de vida queimados ressentidos
Choro lamentoso do sentir
As cinzas cremadas do pressentir
No fogo das chamas a parir
Em vaso incensário da vida
Os ossos fragmentados condoídos
Fechados na fonte esquecida
musa

ROSA DO TEMPO

Entre as lembranças
No vale das memórias
Resta o tempo
Numa mala fechada
Em palavras esperanças
Algumas histórias
O sentimento
E a alma amargurada
Rosa não desabrochada
De folhas pétalas a murchar
Ainda em botão por desflorar
Na solidão de cartas por ler
Pensamentos inventados pelo ser
Como um retrato do tempo desvanecido
Numa tela emoldurando o seu sentido
A densidade intemporal do sentir
Perpetuada num livro por abrir
musa

ATÉ QUANDO


Há um funesto sentir da morte percecionada
Até quando me habita esta amálgama solidão
Como se a fome de morrer me fosse calada
Por provocada desfeita da vida na sua razão

Tralha-me silêncio em gemidos mansas raízes
Da pele da carne mortalha fogo dos sentidos
Tenho sede de sorrisos horas instantes felizes
Nesta ausência de alegria cansando dias tidos

Nas ilusões aprisionadas de meigas vontades
Foram-se os sonhos libertados nunca vividos
Em cacos de vidros já partidos de saudades

Até quando me acompanha esta nobre loucura
Vontade de ter asas em lúgubres sentidos
Este quando sem saber que à morte me segura
musa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

PÓ DOS OSSOS


Pergunta ao pó
As lágrimas destiladas
Em forma de nó
No açúcar dos rios no sal do mar
No carvão das montanhas
No algodão das savanas
Nas chuvas e no nevar
E o frio que sacode o olhar
Das peles moribundas das raças
Da lama que seca a estalar
Do calor que atrai as traças
Rompendo tramas do tear

Pergunta ao pó
Onde ficam as sombras do passado
As formas incorruptas do sentir
Pergunta nas marcas deixadas ao acaso
O pó imperfeito do florir
Linhas traçadas do omitir
Rugas nas mãos fechadas a consentir
Todas as perguntas que possas imaginar

Pergunta ao pó
Na poeira dos caminhos incumpridos
Por onde te deixas vagabundear
Carregando alfobres de sentidos
O pó dos tempos cobrindo caminhar
Inconfessáveis sentimentos já vencidos
No pensar dos silêncios já perdidos
Em todas as lágrimas que possas chorar
O pó rude dos ossos carcomidos
Depois que te forem a enterrar
musa

SILÊNCIO BREVE


Escrevo-te sem nunca os lábios se terem beijado
Escrevendo sem nunca as mãos se terem tocado
No recato do teu sentir pedes beijo dos sentidos
Na ausência do pensamento afastado
Sentires permitidos

Pedes-me o reencontro dos corpos desejados
Na serenidade ardente silenciada
Pedes o beijo dos corpos entrelaçados
O olhar o sentir o desejo de mão dada

Há tantas luas vi no chão das sombras
A iluminada silhueta da solidão
Gritando à escuridão
Não mais te escondas
Brilha de luz para mim
Neste desejo sem fim

Volto da noite para o dia conformada
Na luminosidade permitida do sentir
Lembro-te manhãs e tarde silenciada
O instante em que te vi partir

Voltas sempre em palavras tão sentidas
Mensagens codificadas de emoção
Viajo no teu desejo e nas tuas vidas
Que sempre me deixam na solidão

Não voltarás penso assim sempre triste
Mas eis que um sinal me voltas a dar
E esta tristeza que em mim insiste
Aflora de novo vontade de te amar
Amando as palavras que me escreves
Na distância que dentro de mim resiste
No silêncio inaudito por decifrar
Em entrelinhas as minhas penas leves
No fim das linhas três pontinhos breves
Reticências do âmago do meu ser
Conformado com essa solitude
Tentando não deixar transparecer
Silente sentir inquietude
musa

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dueto com ELISABETH B. BROWNING - AMO-TE

Dueto com ELISABETH B. BROWNING

AMO-TE
Elizabeth B. Browning

Amo-te quando em largo, alto e profundo
Minha alma alcança quando, transportada
Sente, alongando os olhos deste mundo
Os fins do ser, a graça entressonhada.

Amo-te em cada dia, hora e segundo:
à luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não podem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas,
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
e a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.
***

AMO-TE

Amo-te quando adentro em profundidade
Minha alma partilha essa terna lembrança
Do ser amado em profunda e doce saudade
A graça entressonhada em olhar esperança

Amo-te em horas prenhes de audaz fantasia
No calor do sol do dia e na frescura sossegada
Das tardes em que te escrevo amor em poesia
Sentada no regaço da claridade apaixonada

Amo-te com o doer das velhas penas,
Com todas as forças erguidas desse amor
Com lágrimas, com sorrisos e o olhar,

A desfolhar páginas da vidas pétalas serenas
Com choros com rasgos de alegria com dor
A mesma força da rosa a desabrochar
musa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Barrett_Browning


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

AUDAZ FANTASIA


No seio do teu sentir
Deitar me ia um dia
Se tu o deixasse permitir
Em audaz fantasia
Mas não deixas
Escondes me o bosque encantado
O rosto encoberto de madeixas
Do teu cabelo avermelhado
No amargo sorrir doces queixas
E o teu olhar abandonado
Ao sentir que me tens

Há no teu rosto sereno e frio
O calor de alvoradas por amanhecer
O sol enevoado e sombrio
De manhãs enregeladas do alvorecer
Há as sombras na iris dos teus olhos quentes
Meninas arregaladas ao espanto do tecer
No seio do sentir a teia dos sonhos que sentes
Como se a vida ousasse de fantasia te prender
E faminta de encantos e sentidos somente ser
Clareiras de recantos proibidos onde te perder

No bosque da vida és pétala perfeita
Há no teu sentir a serenidade presente
És em ramo de árvore a folha eleita
No frémito da brisa a luz premente
musa