Cartão de Visita do Facebook

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

SONHO MADURO

SONHO MADURO

dispo-te a alma dos sonhos breves
dos sonhos amadurecidos em flor
em pétalas de sonhos leves
adormecidos no amor

um sonho amanhecido poesia
num sono de palavras versos
despida dos sonhos a fantasia
que semeia de sono universos

e adormecemos em sono profundo
com poemas sonhados no tempo
a poesia dos sonhos do mundo
amadurecendo o pensamento

musa

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

TEMPESTADES NO MAR


TEMPESTADE NO MAR


são grossas gotas de uma fúria por inventar

chap chap chap

ensurdecedora tempestade se abate no mar

frotas de barcos perdidos na escuridão

agigantadas vagas tombando nos convés

em silenciado medo invadido de solidão

a chuva intensa engrossando marés

o dia fazendo negra noite de carvão

e um senão de tantos e profundos talvez

chap chap chap

tomba a chuva em diluvio obliquo estranho
não há equilíbrio nem horizonte no pensar
há uma inquietação demorada sem tamanho
a chuva que cai é tanta como a água do mar
o medo invade o sentir e o desengano
a noite fez do dia escurecido soluçar

chap chap chap

não fora a chuva e ouvia-se o vento

e não havia mais sofrido pensamento

que o soluçar desabrido do tempo

sem marés que embalem barcos perdidos

e os levem nas ondas do descontentamento

por alcançar portos cais sentidos

e o farol do deslumbramento

a demarcar a longura

nos braços da maldição

maior do que a loucura

que se possa alcançar

terra firme

vida que rima

com salvação

além mar

musa

ABRAÇO DE PALAVRAS - poema de ANA BARBARA DE SANTO ANTONIO na voz de JOA...

COLO DAS PALAVRAS

AO TEU COLO...

Subo a escadaria dos teus braços

Quero tanto o teu colo… os teus abraços

Lá no alto os teus olhos baços… esperando por mim

Dois lagos tão azuis de águas límpidas serenas

Humedecidos como as palavras dos meus poemas

Tanta poesia que em mim nunca mais tem fim

E sabes… ainda os sinto doces firmes calmos profundos

Com todo o carinho dos meus mundos

Dos quais ainda saio de mansinho

Em pezinhos de lã sigo o caminho

Abrindo dos dias a manhã

Para os braços da vida

E do meu rio destino

Esta água sentida

Em desatino

Ainda sonho e sinto os abraços do teu terno colo
Como se em mim fosse eterno o inverno
Que me viu nascer
E deixou viver

No teu abraço
No teu cansaço
No teu sorrir
No teu sentir

E de mim tão somente transparecer
O que ainda nunca soube cumprir

musa

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

TERESA TEIXEIRA - Parabéns

                           http://www.luso-poemas.net/modules/yogurt/index.php?uid=2789

CORAÇÃO NA RUA - Coração na Rua - Ajude-nos a ajudar!



CORAÇÃO NA RUA (a pedido da Padaria São Mamede)

São pequenos nada partilhados
De uma teia de emotividade
Sentimentos alinhavados
Pelas mãos da igualdade

Partilham o coração na rua
Em dádiva doce esperança
Caminham noites à luz da lua
Levam amor e confiança

São gestos ternura a cumprir
Refeições afetos em carinho
Tudo o que possam dividir
Para melhorar um destino

Têm nas mãos um coração de luz
No olhar o sangue mais humano
Essa força que gratidão seduz
Profunda imensa como um oceano

Quase como esses cinco sentidos
Que atentam para a solidariedade
Coração na rua resgata os perdidos
Que vivem sozinhos pela cidade

musa

BEIJO OLHAR EM MIM - Mafalda Arnauth - O Mar Fala de Ti


BEIJO OLHAR EM MIM

Tenho em mim o teu olhar
Que parece naufragar
Em dois lagos da fronte
Dois faróis a estremecer
Os teus olhos a tremer
Como um sol no horizonte

Há nos lábios a brilhar
Doce beijo a cintilar
Brilho gume de punhais
Mas sinto-o não sei de quê
Como gosto de maré
Não há dois beijos iguais

Eu sei que o mar não é o céu
Eu sei o beijo que senti
Esse meu gosto que é teu
Quando nos teus lábios o bebi
Eu sei que o mar não é o céu
No céu-da-boca que bebi
O beijo que salgado me deu
O gosto que era meu
Assim que te senti

Vou morrer a te beijar
Onde te possa degustar
O beijo que consente
Por querer essa promessa
Nos teus lábios sem que peça
Esse beijo que me sente

Na vez de te beijar
Talvez eu possa amar
De um olhar doce estranho
A vaga feita maré
No teu olhar a fé
Sem tamanho

musa

domingo, 22 de dezembro de 2013

CANTO AVE - ao Rogério Barbosa Parabéns


SERENIDADE - F. Schubert - Serenade


SERENIDADE

Guardo em mim um amor quase poema
Refrão de um verso por cumprir
A palavra mansidão doce serena
Na forma mais plácida a se sentir

E tem já no sangue raiz sentimental
Impassibilidade entrelinhas do soneto
Faz-se emotividade de um sentido carnal
Na humidade fria de sais e de cloreto

São lágrimas tingindo o pranto da serenidade
Que olhar e sorriso parecem docemente compor
Feito musica murmurando sentido sensibilidade

Tenho-o no peito engrandecendo em fantasia
Inominado sentir brota em choro esse amor
Em palavras poemas versos de delicada poesia

musa

VIVO AMOR

Voltarei um dia depois de morrer fazendo o sentir
Para resgatar de amor o esquecimento
E de saudades viva paixão fazer florir
Em jardim de sentidos e contentamento

E dizem que descontente se deixa arder
Amor consome de dor lágrimas carnais
Consente desejo vontade prazer
Um rasgo de lâminas de punhais

Não sei se ainda o sinto desmesurado
Sentimento aflorando intensa dor
Queima vivo fogo lento despertado

Pois que seja labareda acesa profunda
Fogueira de sentidos doce loucura amor
Esta certeza que de paixão o ser me inunda
...

musa

sábado, 21 de dezembro de 2013

O RAPAZ DO COMBOIO DO TUA - Requiem pelo Vale do Tua (Chico Gouveia - guitarra)


AO VALE DO TUA

Serpenteando belo horrível caminho
Trilho trem traves negras travessia
Casario sobranceiro ao rio pequenino
O vale adormece verdejante poesia

Fraguas cinzentas de inóspita paisagem
De cores pardacentas em gélido inverno
O comboio prossegue fantasma viagem
Pelo Tua singelo do vale perdido eterno

Que correria de estio nevoento e sombrio
Pedras com a pátina do tempo incrustado
Guardam a memória do comboio e do rio

Estações intemporais veio de sangue águas
Corre quase esquecido no vale sossegado
Carnais sentidos em desassossego e mágoas
musa

http://youtu.be/idnzJxvWGjU


O RAPAZ DO COMBOIO DO TUA

Lembro-me de que foi em Junho e eu deveria ter uns 19 anos, viajava sozinha de Mirandela para o Tua, no comboio proveniente de Bragança, na linha do Tua, vestia um macacão cor de laranja floreado, curto de alças e decote em bico, e tinha os cabelos aos caracóis bastante loiros. Ele estava sentado a minha frente e viajava com a mãe e uma irmã. Era um rapaz bonito.
Olhava para mim e dizia-me que eu tinha uns olhos muito bonitos e que era bela.
A mãe e a irmã repreendiam-no e diziam-lhe para se calar e deixar-me em paz.
Eu sentia-me muito envergonhada e não dizia nada só sorria para ele timidamente.
Estava muito calor e a carruagem desengonçava-se toda numa correria apressada contra o tempo, a tempo de apanhar a ligação que vinha de Barca de Alva e prosseguiria até ao términus no Porto, para a estação de Campanhã.
Passaram mais de trinta anos e ainda recordo o rosto do rapaz bonito do comboio do Tua.
A viagem pela linha do Tua deslumbrava pela beleza inóspita da paisagem agreste no vale do rio Tua, entre penhascos em abrupto declive, grotescas pedras e olival alcantilado nos montes que abrigavam o estio pujante do Verão absorviam o olhar embalado pela locomotiva dançante, onde aqui e acolá pequenas vinhas verdejantes teimavam em dar cor à paisagem de profunda quietude e poucas sombras.
O rapaz bonito só tinha olhos para mim. Não me lembro em que estação ou apeadeiro teria entrado, e dentro da carruagem a confusão era grande, gentes, cestos, caixas, animais, alfaias agrícolas, ocupavam espaço e abafavam ainda mais o ambiente cortando qualquer corrente de ar, ainda que as janelas fossem todas abertas.
Pela conversa entre mãe e filha, apercebi-me que o rapaz vivia no Porto e tinha ido visitar a avó a Trás-os-Montes, e estavam de regresso a casa.
Vestia camisa branca, um pullover vermelho pelas costas e calças de ganga, e sapatilhas azuis. Tinha o cabelo castanho ondulado e um pouco comprido e os olhos esverdeados, e algumas sardas nas bochechas, e um nariz perfeito e pequeno.
Na estação do Tua, perdemo-nos de vista, entramos em carruagens diferentes, eles como tinham mais bagagem para mudar, demoraram mais tempo a sair do comboio e ficaram para trás. Eu entrei na segunda carruagem da frente do comboio, na direção Barca de Alva para a Régua, apesar de já estar completamente cheia, consegui um lugar junto à porta.
Tinham passado cerca de duas horas de viagem, aproximávamo-nos do Porto, talvez perto de Ermesinde, vejo-o vir no corredor até mim, olhando para os bancos, procurando alguém, e quando me encontrou, pegou-me na mão e deixou-me um bilhete e voltou costas e foi-se embora.
Eu fiquei muito corada, envergonhada, sem dizer uma palavra. Fechei a mão e fiquei com o bilhete escondido no interior da mão até que chegamos à estação de Campanhã. Levantei-me peguei no meu saco, enfiei a mão no bolso do macacão e depositei lá o bilhete sem o ler.
Tinha a minha irmã à minha espera na estação de S. Bento, tinha que apanhar a ligação de Campanhã para lá.
Esqueci o bilhete e a história do rapaz bonito do comboio.
No dia seguinte mudei de roupa e guardei o macacão na mala, aí ficou até que quatro dias mais tarde regressei novamente a Mirandela.
A minha mãe lavou o macacão com o bilhete lá dentro, que se desfez completamente na água, esbatendo a tinta das palavras, mas podiam adivinhar-se as palavras GOSTO DE TI.

musa

COLO AO TEMPO

COLO AO TEMPO

No teu regaço uma tarde fria e luminosa
Inquietude agitada de um olhar enternecido
Entrego-me às horas de pensativa prosa
Tempo desassossego lento estremecido

Colo dos meus dias que abraços não sossegam
Horas enternecidas de despertada saudade
Chegam-me as lágrimas que no olhar carregam
Minutos segundos de comovida ansiedade

Há dentro de mim um regaço ausente de abraços
De olhares perdidos que faço transparecer ilusão
À solta na pele ardente como embrulho de laços

Dou colo ao tempo aos dias às horas aos minutos anos
Que ainda me restam por cumprir em fado solidão
De vidas por caminhos tão sofridos tão estranhos

musa

PALAVRAS E HORAS - À NOITE MAIS LONGA DO ANO

                               http://www.obod.com.pt/
À NOITE MAIS LONGA DO ANO

Solstício de inverno é um fenômeno astronómico acontece todos os anos no dia 21 de dezembro.

Esta data marca o início do inverno no hemisfério norte e do verão no hemisfério sul.

Este dia é o dia mais curto do ano e consequentemente a noite mais longa do ano.

Os solstícios ocorrem duas vezes ao ano - na primavera, no dia 21 de junho acontece o solstício de primavera, e no dia 21 de dezembro ocorre o solstício de inverno.

Solstício de Inverno em Portugal
O solstício que marca o princípio do inverno em Portugal corresponde à data em que o Sol se encontra mais a sul.

Definição de Solstício

A palavra solstício vem do latim "sol" e sistere "que não se move". O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador.

PALAVRAS E HORAS

Palavras pensamentos e horas e um chá de Alcaçuz Flor de Laranjeira Canela Roseira Brava Menta e uma mistura de sentimentos evaporando-se pelo silêncio da noite perdida dos meus sentidos em emoldurado penhor dos instantes de lucidez que desapegam desta saudade que me tinge sonhos da imaginação...
Aqueço as mãos nas entrelinhas comovidas da chávena quente e sinto como sabe bem o calor do abraço enternecido do passado a trazer-me um inverno feito de uma viagem de comboio com a nostalgia de paisagens desaparecidas e um pintor adormecido no meu regaço esperando os sonhos derreterem gélidos enfeites respirados nos braços fumegantes da natureza...
Se eu não voltar mais este Inverno... acabei de verter o chá quente sobre as teclas do computador...eram lágrimas de saudade traduzindo a inquietação das mãos trémulas…

As horas manchadas de luz enternecida
Espreguiçam-se numa morosidade lenta
Não há vento que mova raio de vida
A tarde cresce sossegada pardacenta

A Dama Inverno descansa seu olhar luz
Sorriso eterno em morna frialdade
Tempo de memórias que sentir seduz
Dias curtos travando a saudade

Palavras tecidas trama da frialdade
A esfriar sentidos em gozo leito
Por dentro o sentir toda uma saudade
Gelando o ser a alma o peito

musa

ESPERA


ESPERA

espero o silêncio liquefeito
onde adormecer a saudade
que tanto me aperta o peito
e me fere assim deste jeito
mordendo-me de ansiedade

onde estarás onde adormeces
em que braços desfaleces
silenciado sentir
serenidade

dou por mim a consentir
este aperto esta solidão
esta dor emoção
adentro rendida
sentida
musa

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

AO AMANTE DA POETISA

Se um dia disserem que a poetisa amou alguém
Perdeu-se de amores por um forasteiro sedutor
Amou-o inteiro pele e sentidos como a ninguém
Entregou-lhe corpo alma a vida e todo seu amor

Falou-lhe ao ouvido em cânticos versos declamados
Algumas vezes em gemidos se sentiu assim morrer
E nas palavras proferidas e nos silêncios provocados
Eram chamas de um fogo ateado excitação e prazer

Eram amantes em horas curtas de seduzido temporal
Afogando urgências de boca dedos olhar e doce poesia
Amavam-se de sentir em profunda necessidade carnal

Gestos urdidos sentimento em silenciada cumplicidade
Feiticeiro e bruxa presos em flor desabrochada magia
Num jardim de perfumado sexo luxuria e sensualidade

musa

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MARÍTIMA TEMPESTADE


há ventos assobiando vagas alteradas
ou águas murmurando alturas revoltadas
o mar parece subir encostas de um céu alto
do chão de  areias soltas nas ondas dá um salto

furioso de ventania e chuva em tempestade
são beijos de maresia enfurecida de ansiedade
tombando no areal com fúria e com vontade
salgando de chuva e vento um tempo sem idade

é tão escuro tão húmido tão frio tão cinzento
negro de olhos parados em vagas agigantadas
Adamastor moldado pela mão de sal do vento

Procela iluminada de raios e trovões em alto mar
Esculpida de medo horizonte em vagas alteradas
Marítima tempestade dentro da alma a rebentar
musa

DO AMOR DECLARADO

tem pátina velha as palavras de amor
desta férrea declaração de sentidos
mão forjada no fogo fel amargor
dos sentimentos esquecidos

por mais que a buril o pensamento
do cinzel gasto de lembranças
há lascas perdidas pelo tempo
como cacos velhos de faianças

o amor ah o amor assim perdido
não lembra esculpir tal sentir
esbotenado assim ferido
na hora insana de o partir

entrelinhas como se fora de papel
adivinhando quem o sente e subentende
escrito rasgo a queimar à flor da pele
lavra de fogo coração de quem consente

dos cinco sentidos o amor declarado
chama acesa de delírios inconfessos
temperamental torpor inominado
de tantos martírios perversos

musa

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FIM DE TARDE EM FOGO

Junto ao mar há indivisíveis emoções
Momentos feitos de nuvens em tons de fogo
Brisa a raiar de ventania ilusões
Vagas onde olhar afogo
Alaranjado entardecer
Avermelhado caloroso
Fim de tarde a arrefecer

E o silêncio cheira a maresia
E o doce dia parece morrer
E há murmúrios e tremores
E há o olhar em poesia
E há passos e torpores
Como um voo de gaivota planando
Sobre o areal despido
O mar entrega o sentido
Aos meus olhos sussurrando
As ondas dançando
Em espuma e areia

E toda a vida se incendeia
Diante dos olhos em fogo rubro
Chama nos céus se ateia
A tarde morre de mansinho
Ao deus Neptuno me curvo
E brindo o sonho e a luz
Esta emoção que me conduz
Este sentir em desalinho
Esta solidão quase gemido
Como se o mar fosse o altar
E o entardecer cirio aceso
Fogo na alma consentido
Este amanhecer em mim preso
Quase morrer quase perdido
Deixado assim acontecer
Tarde em mim feita prisioneira
Chega ao fim desta maneira
musa

sábado, 14 de dezembro de 2013

ESTRELAS E PALAVRAS

Coloco as estrelas e as palavras no silêncio
E afogo em deslumbrado sentir pasmação
Rasgo com os olhos céu aberto escuridão
E conto pontas e pontuação nesse breu imenso

E há-de haver escuro sentir em brilho silenciado
Luz de prata a raiar silentes sentidos do universo
Palavras e estrelas num firmamento afogueado
Que queimem iluminando o fogo aceso deste verso

A noite pontuada de silêncio e de palavras é uma prece
Que olhar adora em longínquo altar de adoração
E por entre estrelas luminosas a luz se tece

Hei-de tê-las cirios acesos no brilho dos olhos fluorescentes
E na alma a luz que aquece sentir e solidão
Um universo pejado de sorrisos inocentes
musa

1983 - Luís Cília - "Arte Poética"

1973 - Luís Cília - "Fecundou-te"

1971 - Luís Cília - "Ternura"

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

MEU CHORO LENTO


Sabes
Aquelas asas negras que me puseste no peito
Quando as trevas ao seu seio te chamaram
E as lágrimas como labaredas nos meus olhos se inflamaram
Alma incendiada dor um fogo lento arder no leito

Não havia prece a atenuar o pensamento
Cálido altar jazida penas desassossego
Enterrei com o choro loucura sofrimento
Mortalha ferida de tortura e medo

Resistirei a esta perda sentimental insana
Chama ardente que me queima ilusão ausência
E me faz sentir sofrer moribunda estranha

Quantas vezes ainda choro esse sentido
Morno sentir que me afaga combustão demência
Ficou em mim sensível desalento vencido
...

musa

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PELE DE SENTIDOS - Márcia com JP Simões - A PELE QUE HÁ EM MIM (Quando o dia entardeceu)


Visto a tua pele de desejo
As tuas vestes de sentidos
No teu olhar me vejo
Despida de nus vestidos

Sobre as águas frias
Na noite vestida de lua
Fazemos carícias sombrias
Sobre a nossa pele nua

Dois náufragos desesperados
Com a vida por um fio
Libertamos nossos pecados
Sobre a margem do rio

A cobra que larga a pele
Rastejo sobre o teu peito
Largo quentes fluidos
Marco território leito
De agre doce mel
Murmúrios gemidos
Olhar quase fel
Em todos sentidos

Sagro-me desejo
Sobre ti honro cavalgar
Mordo-te num beijo
Em louca fúria arfar
Entro em ti

Pois de carícias já consenti
A pele rasgada pelas mãos quentes
E por dentro já senti
Doces torturas pele lavrada veios ardentes
Com falo a penetrar
A senda dos meus sentidos
Que em gozo possa vibrar
Rendida aos caminhos perdidos
Sobre o teu corpo molhado suor
Os olhos fechados em tentação
Cavalgo sem pressa fazendo o amor
Os dois vencidos nessa paixão
Afogo loucura excitação e cio
Já sem sentidos gozo rendição
Ousamos tesão ousamos ardor
Fazemos amor rio
Sedução
Fervor 

musa