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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

RESIGNAÇÃO


Na luz de uma história antiga
Uma dor caminha inesperadamente
Ensombra de tristeza a minha vida
Que implora sentidamente
Que Pai assim me castiga
Que dor assim me consente

Coroada de palavras como espinhos
Num verso de pregos em pés e mãos
Aceito de poemas teus desígnios
Sonetos de sentidos em refrãos

Talvez esteja a luz onde a dor existe
Desassossego inesperadamente em mim persiste
Nos trilhos dos passos no calvário dos caminhos
Que corpo e alma ateia e por dentro insiste
Enleia na tortura de outros destinos
Deste sentir que de mim já não desiste
A cruz que tantos carregaram de pequeninos
Em mim deixaram dores de peregrinos
Dissabores amargos clandestinos
Choros de raiva cristalinos

São lágrimas duras de cristal
Por dentro desespero e ventania
Sinto-a a pena como um punhal
Escrevo a dor em poesia
musa

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