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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

MÃO DO SENTIR


Só queria sentir-te o peito
Flor da liberdade revolução
Do sentir silêncio da minha mão
Acostar-me a ti como num leito
Só queria sentir ordem no teu sossego
Livre leve palpitar pleito
Silenciada voz da revolução
Florescência suave medo
Onde força cale a razão
E guarde dentro de ti segredo
Essa terna mão pacificação

Só queria sentir-te o sentir
Mais do que a voz do descontentamento
A força que eleva o pensamento
A voz emocionada do povo
Que em união faz bramir
Lama raiva ódio e lodo
Toda a garra sentimento
Que governo algum ganha este jogo
Pois a luta serve o tempo
Unidos somos maiores do que o vento

Só queria dizer dos sentidos
No bater do coração nos dedos
Os gritos de revolta e indignação
Os mesmos espontâneos bramidos
Na luta guerreira dos medos
O bater da heroica manifestação
Porque o Povo saiu à rua
E trouxe a voz em timbres gritantes
Na certeza da condenação
A força de todos os manifestantes
Elegeu a verdade nua e crua
Indignados poetas de intervenção
Cantem este sentir da mão
Em liberdade de rua em rua
musa

Fotografia: José Manuel Ribeiro/Reuters


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