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terça-feira, 26 de junho de 2012

LANÇAMENTO COLECTÂNEA "CORDA BAMBA" - PASTELARIA STUDIOS EDITORA


Autores na........ "Corda Bamba"
No seguimento desta linha de divulgação de novos autores, vamos acordar mais sonhos!!
Primeiro, chegámos!! fizemos cócegas em sonhos tranquilos.
Depois fizemos barulho.... e acordámos veladas, doces sonhos.
Nasceu a nossa 1ª Antologia de Inverno - Acordando Sonhos !
Foi e é um sucesso!!
Agora vamos andando, em equilíbrio, sem rede...numa corda bamba. com pés descalços, despedidos de vida....
Vamos contar as vossa reais histórias...ou quase reais.
Um projecto ambicioso da Pastelaria Studios.
Aqui estamos, para andarmos lado a lado, partilhando...esta suave Corda Bamba!!
Felicidades a todos!


Somos 91 autores!


Participando na Corda Bamba com o texto " A PRAÇA DE TODOS OS LIMITES" de Ana Barbara Santo Antonio
o Prefácio...só para abrir o apetite ::))
Porque quem sente, sempre se sente em (des)equilíbrios (in)sustentados numa bamboleante Corda Bamba, aqui contamos histórias, as reais, as possíveis, as impossíveis e as quase irreais.
As canetas correram, os teclados sofreram dedilhados, as folhas de papel amachucado, e os visores, quase apagados, viveram histórias incontáveis, que se contam ao correr da pena, ao correr dos dedos, ao correr de uma alma que se sente num fôlego ou num suspiro.
Histórias que correm a uma velocidade incontrolável.
Histórias reais, sentidas num fio de tinta, de fio a pavio e esborratadas em vidas sem relatos.
As nossas histórias, as nossas vidas, as histórias deles, as vossas vidas e a vida dos outros.
Realidades manuscritas, manuseadas, elaboradas e manipuladas por quem sabe aquilo que quer contar.
Assim, cozinhámos uma Colectânea recheada de odores agridoces, de sabores metálicos, de suspiros salgados, de doces desencontros e de picantes encontros.
Aceitaram o nosso desafio e contaram-nos tudo aquilo que queríamos ouvir! Foi um grito encorajado para quem escreve sem medo de se deixar cair, sem rede e sem sustento.
Histórias de uma vida qualquer! Na Corda bamba!
Teresa Maria Queiroz

sexta-feira, 15 de junho de 2012

VALE DE LÁGRIMAS

Tenho lágrimas presas
No fundo vale do meu sentir
Um fio de emoção no desfiladeiro
Preso nas escarpas do entorpecimento
Tenho na solidão o sangue aguado
No fundo encantado do sentimento
Coeso fundido liquefeito
Moldado todo inteiro
Um vale de sentidos no meu peito
Lírios floridos em doce leito
O choro tinta de um tinteiro
Com que escrevo cartas ao vale
Enevoadas pelo brumaceiro
Da paisagem acidental
Palavras escritas a tinta de lágrimas
De suave e adocicado cheiro
Humedecendo o aluvial
Perdido no denso nevoeiro
Do choro intemporal
Onde me tenho pensamento
Tenho teias de emoção
Com pérolas de orvalho dos sentidos
Em abissal sentimento
Espectral submissão
Por caminhos perdidos
Onde sou desalento
O choro em vale de lágrimas
Imortal sentir
Irreal alento
Lacrimal
musa

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PEQUENO POEMA - FELIZ DIA DA CRIANÇA -

As crianças são o melhor do mundo
PEQUENO POEMA

Recém-nascido frágil indefeso
Pequeno poema escrito do ventre
Surgido amor entre uma célula e a vida
Depois de nove meses de um sentir surpreso
Depois de um tempo aconchegado defeso
Nessa mulher que sabe e sente
Doce poesia sentida
Que consente
De vida

Pequeno poema de um verso criança
Nasce uma única palavra sem refrão
Vive o seu tempo soneto de infância
Como estrela brilhante constelação

Sol do olhar de todas as mães
A mais perfeita criação do universo
O melhor de todos os bens
O âmago de amor submerso
O melhor de todos os Parabéns

Pequeno poema doce sublime
Cordão umbilical preso de vida
Não há palavra que não rime
Nessa emoção incontida
Olhar-te recém-nascido
Frágil indefeso desprotegido
A maior ternura de todas as crianças
A maior loucura de todas as esperanças
O maior desafio que pode ser prometido
Criança que nasce por querer ou sem querer
Nada pede ao mundo nascer é o seu pedido
O mais profundo e terno sentido
O mais sincero sonho do Ser
musa

IDÍLICO FUNCHAL

Descubro-te a cada visão verdejante
Numa evasão de sentidos em deslumbramento
Faço-me sede no teu corpo de ilha doce amante
Para beber das cascatas de pura água sentimento

Fazes-me descobrir pequenos paraísos de luxuria verde
Recantos escondidos que aos olhos transparecem beleza
Cidade musa que tanto me fascina e me sacia ávida sede
Inspiradora de Poetas em seus recônditos de natureza

Lateja pensamento a cada paisagem em ti descoberta
Linda ilha de flores jardins de mil cores escondidas
Abre-se ao meu olhar pasmo tanta cor secreta
Que no sentir já levo em despedidas
musa

VIOLETAS DO RIBEIRO

Nas margens húmidas do ribeiro
Brisas dançam sombreadas
Desabrochadas violetas
Perfumam o lameiro
Pétalas arroxeadas
Atraem borboletas
Pelo doce cheiro
Asas secretas
Esvoaçam
Sob o salgueiro
Voltejam em fiapos de luz
Nas estrelas da água saltitam
Inebriadas pelo odor das violetas
Na sombra cintilante que as seduz
Entre danças nas folhas que crepitam
Frágeis faianças de luminosas estatuetas
Resplandecentes no espelho luzidio se agitam
Perfumando águas da clareira sombria
No leito humedecido da poesia
musa