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terça-feira, 8 de maio de 2012

PROMETESTE QUE VOLTAVAS

Prometido te deixaste em minhas mãos
Amaduradas pelo sentir das tuas
Prometeste que vinhas
Ainda o orvalho luzia sobre as flores
Espelhava cintilante brilho de luas
E todo sentir de ti nas mãos te tinhas
Como se as minhas mãos fossem as tuas

Prometeste que voltavas
Promessa escrita no fundo do teu olhar
Por dentro dos meus me confiavas
O que os teus não conseguiam calar
Eram como frutos maduros
Entre folhas verdes viçosas
Límpidos confiantes seguros
Perfumados como doces rosas
Numa pétala de verdades prometidas
De todos os roseirais e nas mariposas
Esvoaçando promessas consentidas
Por jardins proibidos
Como se as nossas mãos incontidas
Embrenhadas em profunda solidão
Fossem sonhos perdidos
Mas não

Não que os meus sonhos e os teus
Doidos insanos comovidos
Em preces de caminhos virtuosos e ateus
Façam parte dos nossos pedidos
Sejam a única razão de viver
Prometido tu não vieste
E eu sem saber o que fazer
Na promessa que não mantiveste
Senti por dentro morrer o alento
E sim… antes morrer do que viver
Antes mentir e não sentir
Prometer tudo do pensamento
Prometer nada do sentimento
Prometer e não querer
Cumprir
...
musa

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