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sábado, 26 de maio de 2012

HALL DE SENTIDOS

Ao todo fundo do meu ser
Há no escuro transparecer
Há um hall de sentidos
Há um sombrio entardecer
De instantes adormecidos
No mármore frio
Entrada de sonhos
Chegar tardio
Que sempre acontece
Depois de adormecer
E num hall de sonhos me perder

Como quem desaparece
Num eterno despertar
Podendo deixar acontecer
Entrarem sonhos no sentir

Adormecida
Sombra a fluir
Desço a escadaria
Entro numa outra vida
Sobre a laje fria
Repouso os sonhos que sonhei
E o sono faz-me companhia
Está por lá porta fechada
No hall da entrada
Onde me deixei
Pedra pesada
De faces lapidada
Subtil inscrição
Morada eterna
Tumba de solidão
Repousa o ser

O corpo e a alma sem idade
A vida sem querer
Há uma porta aberta
Um abrigo de eternidade
Há uma porta secreta
Para a casa da saudade
Que emoção desperta
Sobre a pedra fria
Lágrimas e poesia
musa

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