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quarta-feira, 14 de março de 2012

TEIA DE LÁGRIMAS


Doce conspiração choro da natureza
Numa teia de lágrimas rompe poesia
Fios de palavras em renda de Veneza
Formam um rendilhado doce nostalgia

Teia armadilhada de lágrimas perdidas
Do orvalho amanhecido um pensamento
Contas transparentes bem humedecidas
Balançam suavemente ao sabor do vento

Pérolas de vários tamanhos e cristalinas
As gotas em humidade pura aprisionada
Redondos cristais coloridas Turmalinas
Quando essa luz refletida fica vidrada

São pura poesia enfeitando a natureza
Choro do céu em despertado pranto
Assim cobre o chão de tamanha beleza

Teia de lágrimas no espanto da alvorada
Rendado da artesã em nostalgia de encanto
Quando a manhã nasce húmida apressada
musa

1 comentário:

Teresa Almeida disse...

Os teus poemas têm a beleza e a suavidade das pérolas!
Detestei não estar na tua tertúlia do Abrigo, mas realmente não me foi possível querida amiga.
Xi Coração.