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sexta-feira, 30 de março de 2012

SOMBRA

Sombra
É a voz declamada
Na utopia da luz
De negro escuro
Na forma cinzelada
A sombra traduz
Do verso maduro
Voz derramada
Ave poesia
Silhueta alada
Faz sombra na parede
Desenha a fantasia
No paladar da sede
Recorte da voz
Asas vocais
Sombreado triste
Esquissos de nós
Gumes em riste
Burilados punhais
Riscam a luz
A voz ecoando
Na sombra dos metais
Sombra esvoaçando
Ave loucura
Dorso tatuando
Cimo da altura
Na parede ecos
Gritos libertos
Rompem armadura
Da luz aprisionada
Em suave candura
Para além do escuro
Na sombra amarrada
Onde eu me torturo
E assim aventuro
Nesse obscuro
Feito nada
musa

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